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Vôlei: Vissotto aponta 'chaves' da mudança de jogador para treinador

Ex-oposto será treinador do Gerdau Minas para a temporada 2026/2027

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Vissoto será técnico do Gerdau Minas para temporada 2026/2027
Vissoto será técnico do Gerdau Minas para temporada 2026/2027 • Hedgard Moraes / MTC

Leandro Vissotto, de 43 anos, vai viver uma transição conhecida no mundo dos esportes. Ex-oposto e medalhista olímpico pelo Brasil, agora ele comandará uma equipe à beira da quadra. O carioca, após período nos Estados Unidos, será treinador do Gerdau Minas para a temporada 2026/2027.

O novo comandante explicou como foi o processo de 'virada de chave'. Vissotto destacou o que considera importante para deixar de lado a visão de atleta e assumir uma nova forma de ver o jogo.

"Acho que a primeira coisa é a vaidade. Você não pode ter a vaidade de atleta... vaidade não só no sentido negativo. O atleta tem aquela "arrogância positiva" que precisa para entrar em quadra, viver um momento de pressão, chegar no nível que a gente chegou, tem que ter algo diferente", disse.

"Quando vai para o outro lado, como treinador, você tem que matar esse lado atleta. Você está aqui para servir. Hoje meu trabalho é servir minhas atletas. Elas são as protagonistas, elas que vão entrar dentro de quadra e ser as estrelas. Meu trabalho é permitir que elas atinjam o máximo potencial com liderança, trabalho, evolução técnica, questão tática do jogo, do estudo, que nós fazemos dos adversários. Acho que nesse ponto eu consegui 'virar a chave' muito rápido", falou.

Fator importante

Vissotto também destacou a importância de não começar a caminhada no Brasil. O ex-jogador foi para os Estados Unidos. Por lá, foi assistente técnico e treinador no nível universitário.

O brasileiro afirmou precisar "se provar" sem utilizar do nome. Quando jogador, Vissotto teve carreira de amplo destaque. Além de clubes no Brasil e da Seleção, brilhou na Itália, Rússia, Japão e Catar.

"O fato de ter ido para os Estados Unidos, um lugar que ninguém me conhecia, era completamente anônimo lá. Ter que se provar com seu trabalho... foi muito gratificante. Um país tão competitivo, tão bom no vôlei, com excelentes treinadores. Tive a oportunidade da aprender muito lá. Com tranquilidade, aos pouquinhos, vou trazendo filosofia, mentalidade para chegar no mais alto nível possível", finalizou.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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