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Vissotto revela 'mudança' por Gerdau Minas e aponta como vê o vôlei moderno

Leandro Vissoto, medalhista de prata pela Seleção na Olimpíada de 2012, será técnico do Gerdau Minas

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Leandro Vissoto estreará como técnico no Brasil comandando o Gerdau Minas
Leandro Vissoto estreará como técnico no Brasil comandando o Gerdau Minas • Hedgard Moraes / MTC

Leandro Vissotto foi apresentado oficialmente como técnico do Gerdau Minas nessa quinta-feira (6). O ex-oposto assumirá o cargo de comandante de uma das equipes mais tradicionais do vôlei nacional. Agora técnico, Vissoto revelou uma 'mudança de planos' em função do clube minas-tenista.

Vissotto estava nos Estados Unidos. Ele trabalhou nos últimos três anos no país e estava como comandante da Universidade de Miami. Em entrevista à Itatiaia, ele revelou como foram as negociações.

"Quando recebi a ligação do Jarbas (supervisor de vôlei da equipe) e a confiança do Minas, balançou. Balançou muito. Estava com tudo estruturado lá, assistente de Seleção Americana, trabalhando na Universidade de Miami, excelente em esporte e academicamente", comentou.

"O único motivo que poderia trazer a gente de volta seria o Minas. Não teve como não pensar duas vezes em estar aqui, trabalhar com essas atletas de altíssimo nível, poder estar de volta à Superliga, poder estar de volta para nossa casa. A gente morava aqui em BH, minha esposa é daqui, minhas filhas nasceram aqui, família toda minas-tenista", destacou.

Modernidade

Um aspecto muito elogiado por pessoas ligadas às negociações foi a abordagem de Leandro Vissotto enquanto treinador. O ex-oposto é visto como alguém com metodologia moderna e ajustada ao que se pratica fora do Brasil.

O comandante falou sobre essa visão. Para ele, existe uma nova forma de pensar e trabalhar mirando as partidas.

"Eu acho que o vôlei internacional feminino, para simplificar, está se aproximando cada vez mais do masculino. Você vê uma fisicalidade muito grande, jogo muito rápido, os jogos estão decididos fora da rede. Aqui no Brasil ainda tem aquela cultura que o 'time precisa ter passe'. Não. O time precisa atacar, tem que ser agressivo nesses fundamentos", destacou.

"A escola americana mostra isso. A prioridade lá para recrutamento é o físico, não é se a menina passa na mão. Com essa filosofia, essa mentalidade, estamos trazendo atletas com essas características", disse.

"Seremos um time agressivo. Vamos jogar com a bola fora da rede, nosso objetivo é ser o melhor time de bola alta da Superliga. Isso é construído. Como atleta minha função era esse né, derrubar bola alta. Então eu vou poder ajudar muito elas nesse desenvolvimento técnico, nesse lado. Essa visão de sistema de jogo, sistema de passe, aquelas discussões de passe na linha do corpo, fora da linha do corpo. As pessoas vão ver as diferenças e tenho certeza que tem tudo para dar certo", finalizou.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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