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Vôlei: bicampeã olímpica reage ao 'Caso Tiffany' e detona falta de reconhecimento

Fabi Claudino concedeu entrevista ao Basticast e falou sobre a situação envolvendo a oposta Tiffany; para a ex-jogadora, reconhecimento não veio com inúmeras vitórias

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Fabi Claudino durante entrevista ao programa Basticast
Fabi Claudino durante entrevista ao programa Basticast • Basticast / Divulgação

Bicampeã olímpica, multicampeã nacional e dona de várias marcas individuais. Fabi Claudino, mineira de Santa Luzia e ex-jogadora de vôlei, aponta que falta reconhecimento com as atletas em solo brasileiro.

Para Fabi, atualmente é embaixadora da liga de vôlei dos EUA, reforçou que as atletas passaram a ter voz apenas depois do ouro olímpico conquistado em Pequim-2008. Antes disso, não havia espaço para diálogo com as atletas.

"Na hora que você ganhar alguma coisa, você vem falar comigo. Mas se eles não tivessem sido tão duros com a gente, talvez não teríamos chegado. Aquilo ali para gente foi um desafio. A gente queria chegar no avião e sentar num lugar melhor, ter um salário melhor. Então aquilo ali foi combustível. Na hora que eu ganhar, vocês me aguentam!”, revelou.

Ela também comentou sobre a situação da oposta Tiffany. A jogadora foi impedida de jogar por uma medida da Confederação Brasileira de Vôlei e está sem condições de atuar profissionalmente no Brasil.

"Quando acontece um episódio desse, o mínimo que você tem que fazer é acolher o próximo. Tem as suas decisões, coisas que precisam cumprir, mas a vida dela, ninguém pensou nisso. E simplesmente do nada, você acorda, você não pode jogar e tá tudo bem. Pronto, acabou, sai, vai viver sua vida!” E completa trazendo o caso também para outras jogadoras. “Acho isso um absurdo. Se ela não pode jogar como a gente pode incluí-la, vamos colocá-la aqui numa comissão? E eu não falo só da Tifanny, nós todas, ninguém tem esse apoio", apontou.

Carreira

Fabiana é natural de Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e iniciou sua carreira no Minas, em 2001. Defendendo a camisa azul e branca, ela conquistou a Superliga da temporada 2001/2002.

No Brasil, ela jogou no Rio de Janeiro, onde foi tetracampeã brasileira, no Vôlei Futuro, no Sesi-SP, no Praia Clube, onde conquistou a Superliga 2017/2018, e no Osasco. No exterior, teve passagens pelo Fenerbahçe, da Turquia, e Hisamitsu Springs, do Japão.

Pela Seleção Brasileira, ela acumula passagens marcantes. Fabi foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012 e heptacampeã do Grand Prix de vôlei. A mineira possui, também, uma medalha de prata e uma de bronze em mundiais.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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