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Tiffany revela reação ao descobrir que poderia jogar a Supercopa de Vôlei: 'Caí aos prantos'

Jogadora foi a primeira atleta transsexual a participar da Superliga Feminina de Vôlei; nesta temporada, ela enfrenta uma disputa judicial com a CBV para poder jogar

Por e 
Tiffany Abreu
Tiffany Abreu • Reprodução Instagram/tifannyabreu10

A oposta Tiffany viveu uma sexta-feira (19) de grandes emoções. A jogadora do Osasco São Cristóvão Saúde foi campeã da Supercopa Feminina de Vôlei e recebeu o Troféu Viva Vôlei de melhor jogadora na final contra o Dentil Praia Clube. O time paulista venceu o jogo por 3 sets a 0 (25x22, 25x21 e 25x21).

Menos de duas horas antes da partida, Tiffany conseguiu liminar na Justiça para poder disputar as competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e pôde entrar em quadra.

Ela estava impedida de jogar torneios nacionais após a CBV passar a seguir os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino.

Após o jogo, a atleta revelou como foram os momentos no vestiário antes da grande decisão ao receber a notícia de que poderia jogar.

"É esse carinho que me move, esse carinho que me faz acreditar sempre. E Deus que age. Quando eu recebi a notícia, eu caí nos prantos dentro do vestiário. Eu falei: 'Senhor, num momento que ninguém mais acreditava, o Senhor foi lá e agiu novamente e fez esse milagre'. E isso aqui, esse troféu [Viva Vôlei] tem nome: milagre, é Deus, é Jesus Cristo, é a fé", disse.

Tiffany revelou ter chorado no vestiário e contou ter sonhado com o título. A jogadora se baseou na fé para acreditar que iria poder jogar. Veja todo o depoimento abaixo:

"Eu sonhei ontem que a gente ganhava a Supercopa. E eu acordei cedo e falei: 'Gente, eu sonhei que a gente ganhava e a gente vai ganhar'.

Eu tava muito muito fiel, eu tinha muita fé, que no momento mais difícil na hora que todo mundo mundo achasse que não ia dar certo, ia dar certo. Eu fiquei a tarde inteira esperando a mensagem. E o meu advogado falando: 'Estamos esperando, estamos esperando. O juiz está olhando a nossa petição, está olhando o seu caso. Vamos ter fé e vamo orar'.

E eu coloquei meu joelho no chão mais uma vez antes de sair. Eu vim de calça legging, mas eu vim com as coisas tudo na mochila. E vim orando até o último momento. E no último momento, quando eu tava chegando, eu tenho uma playlist com alguns hinos, algumas músicas, e as músicas não repetiu da playlist, foi direto pra outra música. E ele falava assim: 'É demais, é demais o que Deus vai fazer. Agora põe o choro pra fora que chegou tua hora, não passar de hoje, não. Hoje é o dia da vitória'. Dez minutos depois eu recebi a notícia e caí aos prantos ali.

Eu caí aos prantos porque eu não a fé é uma coisa imensa. E eu tive muita fé e Deus honrou mais uma vez. É muito difícil, porque a gente, atleta, a gente tem que brigar todo dia pra se provar dentro de quadra, tem que brigar todo dia treinando, malhando, cuidando do físico.

Eu tava fazendo uma dieta tão boa, mas eu entrei em um momento tão difícil, eu perdi um pouco do foco por causa da ansiedade. Mas eu não perdi a minha fé, não perdi a minha fé. E a gente também tem que se provar também como atleta fora", contou Tiffany.

 

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Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.

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Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.

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