Superliga Feminina de Vôlei 26/27: veja guia com times, elencos e análises
Principal competição do vôlei nacional tem destaques mineiros e começa neste sábado (17) com jogo do Gerdau Minas; oito melhores passarão para disputar o título

O mês de outubro é especial para os fãs de vôlei no Brasil. O décimo mês do ano marca o início da Superliga Feminina de Vôlei. A principal competição nacional do calendário começa neste sábado (17) e reúne 12 equipes em busca do maior título nacional.
As equipes mineiras seguem como destaques na competição. Atual campeão, o Dentil Praia Clube vai em busca de um bicampeonato inédito. Apesar de ter três títulos na história, a equipe de Uberlândia nunca levantou o troféu em temporadas consecutivas.
O Gerdau Minas, com novidades no comando e na quadra, quer ‘recuperar a coroa’. O time minastenista, atual vice-campeão, não conquista o troféu há duas temporadas. O clube mira a sexta conquista nacional.
O outro representante mineiro é o Batavo/Mackenzie. Tradicional clube mineiro, a equipe vai para mais uma disputa na elite em busca de seguir a consolidação do projeto que está na elite desde a temporada 2024/2025.
Tradição na disputa
Além dos clubes mineiros, os adversários tradicionais seguem na disputa. Osasco e Flamengo despontam como principais nomes na briga pelo título com a dupla Minas e Praia. A equipe paulista investiu forte, enquanto o Rubro-Negro investiu na base que conquistou a melhor campanha da primeira fase do último torneio.
Força estrangeira
Apenas o Barueri não conta com estrangeiras no elenco. As outra onze equipes contam com pelo menos duas jogadoras de fora do Brasil. No total, são 22 jogadoras que reforçam as equipes brasileiras. Brusque (3), Mackenzie (2), Brasília (2), Praia (2), Pinheiros (2), Fluminense (2), Minas (3), Maringá (2), Flamengo (3), Sesi (3)
Quem subiu?
As novidades neste ano são as equipes do Abel/Brusque Vôlei e do Pinheiros - campeã e vice da última Superliga B. Tijuca e Sorocaba foram os rebaixados da última temporada.
Premiação e transmissão
Segundo a CBV, todos os jogos estarão na grade dos canais sportv, Globo e getv. A CBV também confirmou que distrubirá, entre naipe feminino e masculino, vai chegar a 3,6 milhões de reais.
Equipes na disputa
Batavo/Mackenzie, Brasília Vôlei/BRB, Brusque Vôlei, Dentil/Praia Clube, E.C. Pinheiros, Fluminense, Gerdau Minas, Osasco São Cristóvão Saúde, Paulistano/Barueri, Sancor Seguros Vôlei/Londrina, Sesi Vôlei/Bauru e Sesc/Flamengo
A expectativa
A Itatiaia convidou alguns especialistas para comentar sobre as expectativas para o torneio.
Daniel Bortoletto, editor-chefe do site Web Vôlei.
A Superliga Feminina, para mim, são cinco times que entram com uma distância muito parecida, uma distância muito pequena entre eles, melhor dizendo. E são os principais favoritos para chegar numa semifinal. Os dois mineiros, Praia e Minas, Osasco, Sesc Flamengo e Sesi Bauru. Para mim, esses cinco são os times que basicamente são os favoritos para disputar as quatro vagas na semifinal. E hoje vejo um equilíbrio grande entre eles. Acho bem difícil a gente ter um grande favorito destacado nesse grupo dos cinco
O Fluminense aparece como o time com bom potencial ali para tentar, de alguma forma, aprontar uma surpresa e buscar aí um lugar em semifinal. E aí, assim, na sequência do campeonato, eu acho que a gente tem uma possibilidade grande de ser uma Superliga muito difícil de se prever quem mais entra nos playoffs.
Acabei de citar aqui seis times, que para mim certamente estarão nos playoffs. Os outros dois que entrarão para as quartas de final, além dos dois que vão ser rebaixados, no grupo aí dos dos dos seis que restam, eu acho que vai ser uma disputa muito interessante.
É uma Superliga que tá muito equilibrada, seja ela na parte de cima com os cinco primeiros citados e do meio para baixo, uma disputa entre os oito que vão para os playoffs e os dois que se mantêm. Então, assim, eu prevejo uma Superliga com equilíbrio em cima e embaixo. E talvez este seja um pouco do charme da Superliga, né? A gente não tenha a melhor competição do planeta, longe disso, mas pelo menos a gente ainda encontra equilíbrio nos dois extremos.
João Vitor Cirilo, jornalista da Itatiaia
Acho que no feminino que tá começando agora, a gente tem, não tem como fugir de Praia e Osasco, muito fortes, eh, campeões estaduais, que chegam firme para essa temporada, reforçados, um peso de elenco importante dos dois lados, mas eu não descarto para completar um um quinteto brigando também por presença na final e por títulos nessa temporada, o Gerdau Minas, que segue com estrelas, com uma mudança de comando. Temos que ver jogar mais, e é natural não esteja no ideal no começo. O Rio de Janeiro, né, o Sesc Flamengo e também o o Sesi Bauru. Não não foge muito disso para formação da semifinal, alguém ficando de fora dessa briga, vamos ver o cruzamento, e Praia e Osasco talvez largando um pouquinho mais à frente.
Jonathan Costa, administrador do Portal Volei Brasil
A temporada 26/27 da Superliga Feminina promete ser bastante equilibrada e, como de costume, trazer grandes disputas. Vários clubes reformularam seus elencos, apostando em destaques de equipes que terminaram no meio da tabela na temporada anterior, além de contestarem estrangeiras com passagem por grandes equipes do vôlei mundial.
A movimentação no mercado foi intensa, várias trocas de clubes, saídas, aposentadorias e as equipes tradicionais do vôlei brasileiro tiveram que investir pesado para sustentar uma equipe competitiva. Até aqui, tivemos torneios amistosos e a disputa dos campeonatos estaduais. Pelo que vimos até agora, já é possível dividir as equipes em três grupos.
No primeiro, Dentil Praia Clube, Gerdau Minas e Osasco São Cristóvão Saúde aparecem como os principais favoritos ao título, as três bem reformuladas com novas peças brasileiras e estrangeiras, e dessas somente o Gerdau Minas mudou o técnico apostando em Leandro Vissotto. Logo atrás, Sesc Flamengo e Sesi Vôlei Bauru vêm muito próximos e têm potencial para surpreender e chegar à final. A equipe Bauruense investiu pesado e pode ser a grande surpresa da temporada sob o comando de Spencer Lee.
Em um segundo grupo, temos equipes que podem incomodar os elencos mais fortes e brigar por posições importantes na tabela, como Fluminense e Sancor Londrina Vôlei. A equipe de Londrina, que representou Maringá na temporada passada, manteve seu técnico e a base do elenco. Já o Fluminense reformulou bastante, desde o elenco até a comissão técnica, com a contratação do argentino Facundo Morando.
Já em um terceiro grupo estão Paulistão Barueri, Brasília Vôlei, Esporte Clube Pinheiros, Abel Moda Vôlei e Batavo Mackenzie. São equipes que podem ter como principal objetivo a permanência na elite, mas que também têm a possibilidade de surpreender e buscar uma vaga nos playoffs.
Os clubes candidatos ao título carregam a responsabilidade de manter seu protagonismo e corresponder aos investimentos feitos na montagem dos elencos. Outros, incluindo os recém-promovidos à elite, enxergam a temporada como uma oportunidade de surpreender e conquistar resultados expressivos.
Considerando o equilíbrio das últimas edições e as mudanças para esta temporada, a expectativa é de uma Superliga competitiva e imprevisível, em que os favoritos precisarão confirmar seu potencial dentro de quadra e fazer jus o investimento, e os demais terão espaço para correr por fora. E é justamente esse cenário que faz o fã de vôlei gostar tanto da Superliga!
1ª rodada da Superliga Feminina - clique aqui e veja a tabela completa
- Gerdau Minas × Brusque Vôlei — 17/10/2026, 18h30
- Sesi Vôlei Bauru × Batavo Mackenzie — 19/10/2026, 18h30
- Brasília Vôlei/BRB × Osasco São Cristóvão Saúde — 19/10/2026, 18h30
- Sesc RJ Flamengo × Paulistano Barueri — 19/10/2026, 21h
- Fluminense × Sancor Seguros Vôlei — 20/10/2026, 18h30
- Dentil Praia Clube × E.C. Pinheiros — 20/10/2026, 21h
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

