Campeã olímpica revela custos para montar time na Superliga Feminina de Vôlei
Valeskinha é gestora do Curitiba Vôlei e falou sobre dificuldades no clube

Valeskinha é uma das referências do vôlei no Brasil. A ex-central, campeã olímpica em Pequim-2008, hoje atua como gestora do Curitiba Vôlei. Ela revelou os desafios para manter um projeto de alto nível.
Valeskinha admitiu ter dificuldades para tocar o projeto. Atualmente, o Curitiba Vôlei não tem patrocínio e passa por dificuldades estruturais.
“Com menos de um milhão você não faz um time para jogar a Superliga", disse em entrevista ao Basticast nesta quinta-feira (9).
A realidade sobre salários também não é fácil. Valeskinha afirmou entender jogadoras que escolhem sair do Brasil, mesmo que para equipes de menor expressão.
"Vou falar da minha equipe. Quem está subindo da base para o adulto que já estava despontando, é de seis mil reais por mês para um time que tenha patrocínio, nos outros você ganha três. Por isso que muita gente está saindo. Você ganha dois mil euros lá fora e eles bancam tudo para você. Mas lá fora, se você não render, diferente daqui, você é dispensada. Tanto que a gente fazia uma pré-temporada aqui, antes de fazer a pré-temporada de lá. Você já tem que chegar bem lá", completou.
Valeskinha
Valeskinha atuou como profissional de 1994 até 2017. Ela teve experiências no Brasil e também na Itália e Turquia. Pela Seleção, foi uma das referências na disputa de duas Olimpíadas: Atenas-2004 e Pequim-2008.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



