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Ariane relembra superação e revela como o vôlei salvou sua vida: ‘Eu fui a prova disso’

Atleta contou que começou no esporte aos nove anos sem conhecer a modalidade

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Ariane, oposta do Fluminense
Ariane, oposta do Fluminense • Reprodução/Basticast

A oposta Ariane, do Fluminense, relembrou a trajetória no vôlei, falou sobre os desafios enfrentados fora das quadras e projetou o futuro da carreira durante participação no Basticast.

A atleta contou que começou no esporte aos nove anos sem conhecer a modalidade. Segundo ela, a motivação inicial era apenas acompanhar as amigas da escola até que recebeu um convite para fazer um teste.

“O professor Edson me perguntou se eu não tinha vontade de jogar vôlei. Eu respondi que nem sabia o que era. Ele me chamou para fazer um teste no dia seguinte e eu fui porque queria mesmo era estar com as minhas amigas.”

Depois de atuar pela equipe da escola, Ariane passou pelo Guarulhos, onde chegou a interromper a carreira por acreditar que o esforço não trazia retorno esperado. Convencida pela mãe e pelo treinador, voltou às quadras e construiu uma trajetória que inclui passagens por Pinheiros, BCN Bradesco, Araraquara, Curitibano, Bauru, Balneário Camboriú, Brasília e Seleção Brasileira de base.

A primeira convocação para a seleção, em 2011, mudou a forma como ela enxergava o esporte.

“Quando veio a convocação para a seleção brasileira em 2011, aí eu falei: ‘Opa, existe uma chance’. Comecei a realmente investir, e é isso que eu quero. Vai virar a minha profissão e eu vou viver disso.”

Após defender o Brasília, Ariane atuou pelo Praia Clube, onde conquistou títulos importantes, entre eles a Superliga. Atualmente, a oposta está na quarta temporada pelo Fluminense. Ao avaliar o único ciclo da equipe, destacou o amadurecimento do grupo e demonstrou confiança no trabalho do novo técnico, o argentino Facundo Morando.

“Em janeiro eu passei por um problema pessoal muito grande. Se não fosse o trabalho da minha terapeuta e da minha coach, eu não teria terminado a temporada. Eu fiz uma boa campanha, mas a cabeça estava muito mal.”

A atleta afirmou que o tratamento mudou a relação com o esporte.

“Depois desse um ano de tratamento eu consegui entender que o vôlei salva vidas, e eu fui a prova disso.”

Ela também destacou a importância da espiritualidade no processo de recuperação e fez um alerta sobre a saúde mental dos atletas.

“Hoje eu tenho 30 anos. Tem atletas que param muito antes porque a cabeça não aguentou, porque não tiveram suporte.”

Por fim, Ariane afirmou que mantém o objetivo de disputar uma Olimpíada. Para a oposta, uma nova oportunidade na Seleção Brasileira depende do desempenho no Fluminense.

“Seleção é consequência de um trabalho bem feito no clube. Se eu fizer bem o meu trabalho no clube e vier a recompensa, eu vou aproveitar ao máximo essa chance. Eu vou fazer a minha parte para que a decisão seja do técnico, não por falta de entrega minha.”

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Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.

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