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Jornalista condena fala de auxiliar do Palmeiras por críticas a gramado de São Januário

Profissional afirmou que o campo do estádio vascaíno parecia uma “plantação de batatas”

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João Martins, auxiliar do Palmeiras
João Martins, auxiliar do Palmeiras • Cesar Greco/Palmeiras

Osvaldo Pascoal, jornalista da ESPN, criticou a declaração feita por João Martins, auxiliar do técnico do Palmeiras, Abel Ferreira. Após a derrota do Verdão para o Vasco, nesta quinta-feira (12), o profissional afirmou que o gramado de São Januário parecia uma plantação de batatas.

O campo é de altos e baixos, quase de meio metro. Mas pronto, isso é o que é, é o futebol raiz. Estamos em 2026 e há coisas que não mudam, mas a culpa é do sintético. No domínio, tivemos um jogo pesadíssimo, onde a bola não andava. No primeiro tempo, a bola não andava. Depois, começou a chover e tornou-se um pequeno batatal

joão martins, auxiliar abel ferreira

“Não dá para você apontar defeito nos outros para dizer que seu time perdeu. Quando perde, o calção está ruim, a meia está apertada, a camisa não era a melhor, o gramado é incrivelmente ruim. É ruim só para o Palmeiras? A alegação de que era um batatal é uma falta de respeito”, criticou Pascoal.

Na partida em questão, o Palmeiras chegou a sair na frente do Vasco, com gol de Flaco López, ainda no primeiro tempo. Na etapa final, entretanto, o Cruz-Maltino reagiu e virou o confronto com gols de Thiago Mendes e Cuiabano.

João Martins ainda falou mais sobre o estado do gramado de São Januário e sustentou as críticas.

“Os jogadores do Vasco também devem querer melhores condições. Eles não ficam contentes com estas condições. Mas é o que é. Vamos continuar a falar de sintéticos, que é o que vende. Porque os gramados do Brasil é um pouco disto. E não é por falta de investimento. As gramas já devem ter os seus 20, 25 anos. Nunca alteraram os gramados, nunca alteraram os tapetes. O solo deve ser, há 40 anos, o mesmo. E as coisas não evoluem”, afirmou.

“Eu venho de um sítio onde o investimento é gigante nesta área. Pode ser que os espetáculos evoluam, que a bola ande rápido, intenso. A bola não anda. É pesado, é duro, é preciso fazer muita força para correr. E isso faz toda a diferença na qualidade. E depois pagamos caro, há dois dias estivemos num. Hoje estamos noutro. Precisamente no segundo tempo, pagámos caro”, seguiu, lembrando do gramado de Novo Horizonte, na final do Paulistão.

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Mineiro, Daniel Costa é jornalista formado pela Universidade FUMEC (BH). Apaixonado por esporte e comunicação, atuou como cronista e repórter esportivo em veículos como Doentes Por Futebol, Deus me Dibre, Esporte News Mundo e Brasileirão. Hoje, colabora com o Itatiaia Esporte.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.