Jogador que não recebe faz corpo mole? Veja resposta de William Machado
Na visão do ex-defensor, um time que deve a seus jogadores tem sim grande chance de fazer uma campanha ruim e até ser rebaixado

Zagueiro com passagens marcantes por Ipatinga, Grêmio e Corinthians, William Machado, hoje com 46 pontos, participou do CNN Esportes S/A, na CNN Brasil, e falou se há corpo mole no futebol quando o salário não é pago em dia.
William ‘Capita’, como é conhecido, destacou na conversa com João Vitor Xavier que o salário em dia gera sim um ambiente agradável num elenco.
“Hoje, diminuiu muito (o atraso de salário) por conta desse profissionalismo, que já vem acontecendo desde antes das SAF’s. Com as SAFs, acredito que vai encaminhar para o 100% de profissionalismo. O futebol é um negócio que gera muito dinheiro, e quando bem administrado, tem maior possibilidade de dar certo. Um clube que não deve, que paga em dia todos os funcionários, cria um ambiente favorável para vitórias. O contrário é verdadeiro, dificilmente um time cai quando está em dia com o salário. É muito raro. É difícil um profissional trabalhar bem, render o melhor, com dívidas chegando, e a empresa não paga”, destacou.
Mas há corpo mole se não pagar?
Na visão do ex-defensor, um time que deve a seus jogadores tem sim grande chance de fazer uma campanha ruim e até ser rebaixado. William admitiu que já viu jogadores prejudicando seus clubes diante do não pagamento, mas isso é raro. No geral, o mau desempenho é causado por desmotivação e não por má-fé.
“(Um time por cair) e não falo que é um combinado entre os jogadores: ‘Vamos fazer corpo mole’. O ser humano, se está desmotivado, não entrega 100% do que tem. Quando tem competições tão parelhas como o Campeonato Brasileiro, se não entregar 100% do que tem, há grandes chances de não ganhar os jogos. Pode ter um ou outro jogador que cobre o pênalti para fora, não corra pra chegar até o adversário. Infelizmente, acredito que sim. Testemunhei ao meu lado. Mas a questão do ser humano não estar motivado faz com que ele produza menos”.
Aos 46 anos, William é hoje consultor de investimentos e faz gestão de patrimônio de vários atletas de sua geração e da atualidade.
Na carreira como atleta, William defendeu América, Sete de Setembro, Desportiva Ferroviária, Ipatinga, Cabofriense, Francana, Portuguesa, Joinville, Grêmio e Corinthians.
William foi campeão da Série B de 2008, da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista de 2009 com o Corinthians. Em Minas, conseguiu o inédito Campeonato Mineiro com o Ipatinga, em 2005, sobre o Cruzeiro. Já pelo Grêmio, ergueu a taça de campeão gaúcho de 2007.
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