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Copa-2026: veja os países que já compraram os direitos de transmissão

Fifa atualizou na segunda (19) para seus filiados o número de territórios, 55, e espera bater o recorde de 225 obtido no Catar; Globo adquiriu no Brasil, mas sem exclusividade

A direção da Fifa atualizou para as associações filiadas o número de países que já adquiriram o direito de transmitir a Copa do Mundo de 2026, que será de 11 de junho a 19 de julho de 2026, pela primeira vez em uma sede tripla: Estados Unidos, Canadá e México. São 55 até agora, incluindo o Brasil.

O novo documento é datado desta segunda-feira (19). O aumento com relação ao anterior, de 15 de setembro, foi mínimo. Entraram somente três territórios: Austrália, Áustria e Israel. Mas a entidade mantém otimismo de quebrar o recorde obtido no Catar, em 2022, quando 225 locais assistiram ao vivo e com imagens o Mundial, superando os 223 da Copa de 2014, no Brasil.

Empresas de grandes mercados na Europa, como França, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e Portugal ainda estão em negociação. O mesmo ocorre na Ásia, com China, Japão e Coreia do Sul. Nos EUA, os direitos já foram vendidos em acordo bilionário à Fox e também à Telemundo, que transmitirá a competição em espanhol para a comunidade latina.

Com novas plataformas, a Fifa tem repartido os direitos em algumas negociações, e muitas empresas que antes fechavam acordos de exclusividade têm comprado apenas parte do evento. Caso, por exemplo, do Grupo Globo no Brasil.

Como será no Brasil

A direção da Globo revelou em julho de 2023 que, por contrato, só poderá transmitir metade dos jogos da próxima Copa masculina. O modelo é o mesmo que foi usado para a feminina, entre junho e julho do ano passado, na Austrália e na Nova Zelândia.

E o limite vale para todas as plataformas: aberta, fechada (SporTV), internet (ge.com) e streaming (Globoplay). Em 2026, a emissora terá direito a transmitir 52 dos 104 confrontos - será a primeira edição com 48 participantes, portanto terá mais partidas do que, por exemplo, o Catar-2022, em novembro e dezembro de 2022, que teve o total de 64.

Não ter direito a todos os jogos da Copa masculina é, para a Globo, algo que não ocorre pelo menos desde o Mundial de 1982, na Espanha. No Catar-2022, a emissora transmitiu na TV aberta 56 dos 64 eventos, e isso porque os oito que ficaram de fora foram realizados no mesmo horário daqueles que passaram, na finalização dos grupos quando a Fifa opta por marcar partidas simultâneas.

Mas no SporTV, no ge.com e na Globoplay todas as partidas tiveram transmissão. Na Copa do Catar, a Fifa também, pela primeira vez na história, passou os jogos em seu canal de streaming, o Fifa+, que havia estreado alguns meses antes, em abril de 2022.

O contrato que a Globo fez com a Fifa a partir de 2023 não dá exclusividade em nenhuma competição, ou seja, a entidade e parceiros podem negociar os torneios para outras empresas e para qualquer plataforma, inclusive TV aberta.

A Globo terá em 2026 todas as partidas da Seleção Brasileira e poderá escolher os outros confrontos que quiser, como fez na feminina. Outras empresas que fecharem poderão optar pelas mesmas partidas, ou outros de livre escolha.

E a Fifa sempre pode optar por passar os encontros em seu canal de streaming, o Fifa+, ou em redes sociais de parceiros como a Cazé TV, o canal do streamer Casimiro Miguel, como já ocorre em outras competições como Mundial de Clubes, Mundiais de base, etc.

Os países que já compraram os direitos para a Copa do Mundo de 2026

Américas

  • Argentina
  • Bolívia
  • Brasil (Globo)
  • Canadá
  • Chile
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • Equador
  • El Salvador
  • Guatemala
  • Honduras
  • México
  • Nicarágua
  • Panamá
  • Paraguai
  • Peru
  • Porto Rico
  • Uruguai
  • EUA
  • Venezuela

Ásia

  • Bahrein
  • Irã
  • Iraque
  • Jordânia
  • Kuwait
  • Líbano
  • Omã
  • Palestina
  • Catar
  • Arábia Saudita
  • Síria
  • Emirados Árabes Unidos
  • Iêmen

África

  • Argélia
  • Comores
  • Djibouti
  • Egito
  • Líbia
  • Mauritânia
  • Marrocos
  • Somália
  • Sudão do Sul
  • Sudão
  • Tunísia

Europa

  • Áustria
  • Dinamarca
  • Ilhas Faroé
  • Israel
  • Finlândia
  • Groenlândia
  • Noruega
  • Polônia
  • Suécia

Oceania

  • Austrália
  • Samoa Americana
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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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