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Negociação da Libra com a Globo por Brasileiro mantém valores atuais; veja números

Clubes têm proposta de R$ 1,3 bilhão: R$ 1,1 bilhão pelos direitos de aberta e fechada, mais R$ 200 mi garantidos em PPV; reunião na quarta (21) vai discutir o assunto com clubes da Série B

Os nove times que compõem a Libra e disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro em 2023 receberam pelo contrato de direitos de televisionamento com a Rede Globo o valor de R$ 1,25 bilhão. Corrigido pela inflação, em 2024 equivale a 1,307 bilhão.

Esses números foram revelados pelo UOL, e confirmados pela Itatiaia. Para 2025, a Libra tem negociação com a Globo para a venda desses direitos da elite do Brasileirão pelos mesmos R$ 1,3 bilhão anual, para o período que corresponde de 2025 a 2029. São R$ 1,1 bilhão fixos pelos direitos de TVs aberta e fechada, mais R$ 200 milhões em mínimo garantido pelo pay-per-view.

Na próxima quarta-feira (21) ocorrerá uma reunião entre os clubes da Série B integrantes da Libra para discutir o contrato, eles terão direito a 3% do montante. A cúpula do grupo espera que em breve seja firmado o memorando, que antecede a assinatura definitiva. Não há data para isso acontecer, entretanto.

Como a Itatiaia revelou, clubes como Corinthians e Santos, que têm diretorias novas que assumiram no início de 2024, pediram algum tempo para analisar a proposta. À reportagem, o diretor financeiro do Corinthians, Rozallah Santoro disse que, para o clube, é uma negociação em andamento.

Nas reuniões, a cúpula da Libra tem argumentado que a quantia a ser paga, hoje sem ganho real, pode ser incrementada com o sublicenciamento dos direitos. O valor total de R$ 1,3 bilhão será corrigido pela inflação, como o atual contrato. Na avaliação interna, o R$ 1,1 bi seria um ganho real para os nove clubes contando apenas as plataformas aberta e fechada. No PPV os clubes recebem atualmente 32% do arrecadado, na Libra esse percentual vai subir pra 50%.

O modelo de divisão de pagamento que vale até a edição 2024 do Brasileirão foi o de acordos individuais fechados com a Globo da seguinte maneira: 40% é repartido em cota igual para todos os clubes, 30% de acordo ao número de jogos transmitidos e os 30% finais equivale à premiação com base na classificação final de cada time no campeonato.

Atualmente a Libra conta com ABC, Atlético, Bahia, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Guarani, Ituano, Mirassol, Novorizontino, Palmeiras, Paysandu, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, Sampaio Corrêa, Santos, São Paulo e Vitória.

União de lados

No dia 31 de janeiro, representantes da Libra e da Liga Forte União, o outro grupo de clubes, se reuniram em São Paulo para discutir uma possível unificação nas vendas de direitos televisivos. As conversas voltaram após um período de afastamento entre os blocos comerciais.

Não há, entretanto, um consenso entre as partes sobre aceitar a proposta da Globo. Parte dos integrantes da Liga Forte União entende que dividir a venda dos direitos por plataformas de transmissão (TV aberta, TV fechada, internet e streaming) pode ser uma opção melhor do que vender tudo a uma empresa só.

Os 25 clubes do bloco Forte União são América SAF, Athletico-PR, Atlético-GO, Avaí SAF, Botafogo SAF, Ceará, Chapecoense, Coritiba SAF, CRB, Criciúma, Cruzeiro SAF, CSA, Cuiabá, Figueirense SAF, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Londrina, Operário, Sport, Tombense, Vasco da Gama SAF e Vila Nova.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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