Victória Barros e Naná ficam com o vice-campeonato nas duplas juvenis de Wimbledon
Apesar do vice, o Brasil ainda pode encerrar Wimbledon com dois títulos

As brasileiras Victória Barros e Nauhany Silva, a Naná, terminaram com o vice-campeonato das duplas juvenis de Wimbledon neste sábado (11). A parceria perdeu para as tchecas Jana Kovackova e Katerina Zajickova por 2 sets a 1, com parciais de 7/6(7), 6/7(5) e 10 a 6.
A decisão teve equilíbrio do início ao fim. No primeiro set, nenhuma das duplas conseguiu quebrar o saque adversário. A definição aconteceu no tie-break, com vitória das tchecas por 9 a 7.
As brasileiras reagiram na segunda parcial. Victória e Naná salvaram match points em dois games e levaram a disputa novamente para o tie-break. Desta vez, a dupla brasileira venceu por 7 a 5 e empatou o confronto.
No super tie-break, as tchecas assumiram o controle da partida a partir da metade da disputa. Elas abriram 7 a 4, administraram a vantagem e fecharam a parcial em 10 a 6 para conquistar o título.
Victória Barros ocupa a terceira posição do ranking mundial juvenil, enquanto Naná aparece em sétimo lugar.
Brasil ainda pode conquistar títulos em Wimbledon
Apesar do vice-campeonato nas duplas femininas juvenis, o Brasil ainda pode encerrar Wimbledon com dois títulos. Melhor tenista juvenis do mundo, Guto Miguel disputa a final de duplas ao lado do esloveno Ziga Sexko. A parceria enfrenta os norte-americanos Michael Antonius e Andrew Johnson, cabeças de chave número 2 do torneio, ainda neste sábado.
No torneio principal, Luisa Stefani também busca um título inédito. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a brasileira garantiu vaga na decisão após vencer a japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa Liang En-Shuo por 7/5 e 6/3, em 67 minutos.
A final de duplas femininas acontece neste domingo (12), por volta das 9h (de Brasília), contra a chinesa Guo Hanyu e a francesa Kristina Mladenovic. A decisão marca a primeira final de Grand Slam de Luisa Stefani na categoria de duplas femininas.
A edição de 2026 de Wimbledon também entrou para a história do tênis brasileiro. Pela primeira vez, o país colocou representantes em duas finais de um mesmo Grand Slam, um feito inédito para a modalidade.
Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.



