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Medalha de ouro em Paris, Bia Souza é treinada por campeã olímpica

Ouro em Londres 2012, a judoca treina a Seleção Brasileira de Judô desde de 2021

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Beatriz Souza, medalhista de ouro em Paris 2024, é treinada pela também campeã olímpica Sarah Menezes • CBJ/Divulgação

A judoca Beatriz Souza foi responsável por conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada de Paris 2024. Aos 26 anos, a brasileira tem uma torcida de peso ao lado do tatame. Bia é treinada na Seleção Brasileira pela medalhista Olímpica Sarah Menezes.

A medalhista de ouro na Olimpíada de Londres 2012 faz parte da comissão técnica do judô brasileiro desde dezembro de 2021. O anúncio foi feito pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) um ano após Sarah anunciar sua aposentadoria do Time Brasil.

No último domingo (28), a ex-judoca também comemorou a medalha de Larissa Pimenta. A brasileira foi bronze na disputa do judô até 52kg.

Clube

No Esporte Clube Pinheiros, onde atua, Beatriz também é treinada por uma ex-judoca. Maria Suelen Altheman foi o algoz de Bia na Olimpíada de Tóquio 2020. Entretanto, hoje, elas compartilham o dia a dia do clube.

Bia e Suelen protagonizaram uma disputa complicada pela vaga no judô nos Jogos Olímpicos de Tóquio, disputados em 2021, devido a pandemia da COVID-19. A briga se tornou ainda mais acirrada depois de ambas conquistarem o bronze no Mundial do ano olímpico.

No final, a CBJ decidiu levar Altheman para o Japão, devido à experiência da lutadora. Beatriz tinha apenas 23 anos e acabara de conquistar o seu primeiro pódio em Mundiais da categoria adulto.

Maria Suelen Altheman caiu nas quartas-de-final da Olimpíada de Tóquio. Ela foi derrotada por ippon pela francesa Romane Dicko. Após o golpe, Sussu, como era conhecida, precisou ser amparada pela equipe médica e foi encaminhada ao hospital.

Depois de realizar exames de imagem, a judoca de 34 anos, na época, revelou ter sofrido uma contusão no ligamento patelar. A lesão fez Suelen antecipar sua aposentadoria. Ela passou a se dedicar na profissão de treinadora, algo que já estava nos seus planos.

Beatriz disse acreditar que ser treinada por Altheman teve uma grande influência no seu crescimento profissional e na classificação para Paris.

“O que mudou é que não precisei disputar vaga com ela. Olha que maravilha. Sou muito grata pelo fato de ela ser minha técnica, assim como pelo que me proporcionou quando disputamos vaga. Cresci porque queria chegar a Tóquio, e ela era a primeira adversária a ser batida. Foi quando tive a minha maior evolução”, disse.

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Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.

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