Celine Dion, afastada dos palcos há cinco anos, se apresenta na abertura da Olimpíada de Paris
É a primeira vez que a cantora se apresenta após ser diagnosticada com síndrome da pessoa rígida em 2022

Ícone da música mundial, a cantora Celine Dion, se apresentou logo após o acendimento da tocha das Olimpíadas de Paris 2024. A canadense, de Charlemagne, província de Quebec, finalizou a cerimônia ao cantar em francês a música "Hymne A L'Amour" (Hino ao amor), da cantora francesa, Edith Piaf. Dion não subia aos palcos desde 2019.
- Leia mais: Lady Gaga se apresenta na abertura das Olimpíadas de Paris 2024: ‘Bonsoir, bienvenue à Paris“
- Leia mais: 15 curiosidades sobre a Cerimônia de Abertura da Olimpíada de Paris
Conhecida mundialmente por "My Heart Will Go On", música tema do blockbuster 'Titanic', Celine se afastou dos palcos algumas vezes, a primeira entre 2014 e 2015 para cuidar do marido René Angélil que estava com câncer. A segunda, e mais recente, em 2022, após ser diagnosticada com a síndrome da pessoa rígida - que causa espasmos e rigidez muscular. Devido à doença ela cancelou todos os shows da turnê mundial programada para o ano passado.
O que é a síndrome da pessoa rígida (SPR)
A síndrome da pessoa rígida produz rigidez muscular e repetidos episódios de espasmos musculares dolorosos. Os espasmos podem envolver todo o corpo ou apenas uma região, e ocorrer sem qualquer causa definida ou ser provocados por determinadas situações.
Os espasmos podem ser dolorosos e ir e vir, e podem piorar com o tempo. A rigidez geralmente afeta os músculos do tronco, mas também pode afetar braços e pernas. A SPR ocorre mais em mulheres que homens e, com o tempo, as pessoas podem desenvolver posturas curvadas. Os reflexos também diminuem.
Caso não seja tratada, a síndrome pode progredir, causando dificuldades de locomoção e ter um impacto significativo no desempenho de tarefas do dia a dia. Pode também evoluir para o desenvolvimento de complicações graves.
Diagnosticada no fim de 2022, Celine tem testado vários tratamentos para aliviar a doença que ainda não tem cura. Segundo a família, ela continua sentindo muita dor e tem dificuldades para se locomover.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



