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Schumacher pagou para estrear na Fórmula 1 em meio ao domínio de Senna

Alemão correu pela primeira vez na principal categoria de automobilismo há exatos 35 anos

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Corrida na Bélgica, em 1991, marcou estreia de Michael Schumacher
Corrida na Bélgica, em 1991, marcou estreia de Michael Schumacher • AFP

Há exatos 35 anos, em 1991, era disputada a etapa da Bélgica no Mundial de Fórmula 1. Senna, que seria campeão com folga naquele ano, dominaria a prova disputada no histórico circuito de Spa-Francorchamps: foi pole, liderou as 44 voltas e venceu. O evento, no entanto, ficou marcado para um outro grande piloto: Michael Schumacher.

O alemão, então com 22 anos, substituiu Bertrand Gachot na Jordan. O piloto titular estava preso por uma briga com um taxista na Inglaterra.

Schumacher não era a primeira opção como substituto. Bernd Scheider, quatro vezes campeão da DTM, categoria de turismo alemã, não respondeu o chamado de Eddie Jordan, chefe da equipe.

Scheider, que havia pilotado pela Fórmula 1 em 1988 e 1989, relembrou como foi o diálogo com Eddie Jordan. À época, o alemão estava a caminho dos Estados Unidos.

"Jordan me ligou. Oi Bernd, você pode pilotar em Spa, mas tem que pagar 300 mil dólares", afirmou em entrevista ao podcast Beyond the Grid, da Fórmula 1.

Schumacher era um jovem prodígio com apoio da Mercedes. A montadora alemã, ao receber a proposta, garantiu o pagamento e promoveu a estreia do piloto na categoria. A prática era comum na Fórmula 1, vale ressaltar. Nomes como Niki Lauda e Ayrton Senna também contaram com o apoio de patrocínios para começar a correr.

"Não foi o Wili Weber (empresário de Schumacher) que pagou, mas ele fez o acordo. A Mercedes falou 'tudo bem, se você não conseguir o dinheiro, nós vamos pagar'", lembrou.

Brilho, azar e casa nova

Schumacher assumiu o carro de número 32 da Jordan, com motor Ford. Ele classificou com o 7º melhor tempo entre 30 carros. A sorte, no entanto, acabou no dia anterior da corrida.

A estreia, cercada de expectativa, durou poucos metros. Pouco depois da Eau Rouge, o carro apresentou problemas de embreagem e Schumacher abandonou a corrida.

O rendimento, no entanto, foi o suficiente para chamar a atenção de Flávio Briatore. Schumacher se transferiu para a Benneton, ainda em 1991, e correu as últimas seis provas pela nova escuderia.

Schumacher manteve o bom desempenho nas provas restantes. Terminou em 5º lugar na Itália, 6º em Portugal e na Espanha. Ele não completou as últimas duas provas do ano (Japão e Austrália).

Domínio de Senna

Senna, guiando pela McLaren-Honda, venceu 7 das 16 provas daquela temporada. Foi o último título vencido por um piloto brasileiro, e o terceiro de Senna na categoria.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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