GP de São Paulo: o motor extra que a Fórmula 1 só encontra no Brasil
Entusiasmo dos fãs move pilotos em busca da vitória no Autódromo de Interlagos

Começa na sexta-feira (7) o Grande Prêmio de São Paulo, a 21ª etapa da categoria na temporada 2025.
Em solo paulistano, a Fórmula 1 encontra um motor extra: a empolgação da torcida.
Quando a arquibancada ‘vira piloto’ em Interlagos
Quando a arquibancada “vira piloto” em Interlagos, é impossível não sentir a sinergia. Quem não se lembra da épica vitória de Ayrton Senna em 1991 com o câmbio travado em sexta marcha? E quando Felipe Massa, por 38 segundos, foi o primeiro brasileiro campeão da Fórmula 1 após o título de Ayrton Senna?
Pois bem, a Itatiaia lista algum dos momentos que a arquibancada de Interlagos fez a diferença.
- A vitória histórica de Senna: Em 1991, com o câmbio travado na sexta marcha e sob uma chuva torrencial, Ayrton Senna foi literalmente carregado pela multidão. O grito de "Senna, Senna!" era o combustível que seu corpo exausto precisava para cruzar a linha de chegada e desabar, em um dos momentos mais icônicos da F1.
- O ‘quase-título’ de Massa: O choro coletivo de 2008, quando Felipe Massa venceu a corrida, mas perdeu o título na última curva, não foi de derrota, mas de orgulho. A imagem de Massa no pódio, batendo no peito em agradecimento, enquanto a multidão o aplaudia como um verdadeiro campeão, resume o espírito brasileiro.
- A ‘adoção’ de Hamilton: Em 2021, Lewis Hamilton, após uma punição que o jogou para o fim do grid, fez uma corrida de recuperação espetacular. A cada ultrapassagem, a arquibancada explodia. Ao vencer, ele ergueu a bandeira do Brasil, e a torcida o abraçou como um dos seus. Ele não era mais um piloto estrangeiro; era "nosso" Lewis.
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.



