Rayssa Leal se posiciona sobre protestos de jogadoras contra assédio sexual
Antes de ser apresentar no torneio internacional, a skatista repetiu o gesto feito por atletas do futebol feminino brasileiro em apoio à causa

No último sábado (20), Rayssa Leal se sagrou campeã da etapa de San Diego da Street League Skateboarding (SLS). Não só a apresentação da atleta no torneio chamou atenção, mas também o gesto feito pela jovem antes de competir. Antes de sua série, Rayssa cobriu a boca com as mãos em união ao protesto feito pelas jogadoras de futebol feminino do Brasil nas últimas semanas.

O gesto representa a denúncia que as atletas fizeram contra Kleiton Lima, ex-treinador da equipe feminina do Santos. O técnico, acusado por assédio sexual e moral, havia sido recontratado pelo clube paulista mesmo após receber 19 cartas de jogadoras que relataram comportamentos impróprios por parte do treinador.
Nesta última segunda-feira (22), no tapete vermelho do Prêmio Laureus, Rayssa Leal foi perguntada sobre seu posicionamento.
“As mulheres têm que apoiar as mulheres, sabe? Independente do que seja, no esporte ou na vida mesmo, a gente tem que apoiar. E a gente tem que olhar mesmo para tudo que está acontecendo. Então, não é só um protesto, é bem mais que isso”, disse a skatista em entrevista concedida ao TNT Sports.
Protestos no Brasileirão Feminino
Em ato de protesto, jogadoras de todas as equipes da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino se perfilaram no hino nacional cobrindo as bocas e os ouvidos, alegando que as críticas ao retorno de Kleiton Lima ao Santos não foram ouvidas. O movimento foi realizado antes das partidas pela quinta rodada da competição.
Relembre o caso
As primeiras acusações a Kleiton Lima foram feitas em setembro de 2023. Na época, o elenco de jogadoras do Santos se reuniu para, por meio de cartas enviadas à diretoria, alegar assédio moral e sexual durante as atividades no CT Rei Pelé.
Ao todo, foram 19 denúncias anônimas. Os registros também relatavam que as vestimentas do treinador deixavam marcado seu órgão genital.
Após o episódio, o treinador também solicitou o desligamento do clube. Contudo, acertou o retorno ao Peixe neste ano com respaldo do presidente Marcelo Teixeira.
Ana Luiza Pereira é jornalista formada pela PUC Minas. Repórter multimídia da Rádio Itatiaia, acumula passagens anteriores pela TV Horizonte, Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão.



