O segundo split da
Após campanhas irregulares nas duas primeiras competições, Jon afirmou que o desempenho anterior serviu de alerta interno. “Foi bom porque a gente tomou porrada e falamos: ‘Opa, vamos mudar para não passar mais vergonha’”, disse.
Segundo ele, a diretoria utilizou o período posterior ao Kings Cup e à Kings League Nations para estudar o cenário e promover uma reformulação completa. A meta, agora, é brigar pelo título.
Investimento internacional e negociação direta
O Capim anunciou as chegadas dos espanhóis Álex Guti, Gerard Nolla e Dani Liñares, todos com histórico de títulos e protagonismo na modalidade. Jon explicou que o primeiro passo foi convencer os atletas de que se tratava de um projeto de longo prazo.
“Primeiro entender que era um projeto duradouro, que a gente não estava indo para um split e tchau. Eles tiveram que ter confiança que a gente estava sério na parada”, disse Jon.
As negociações envolveram pagamento de cláusulas de transferência aos clubes de origem. De acordo com o presidente, o investimento total ficou entre 55 mil e 60 mil euros. “Teve gente que foi 15, 20 mil euros a transferência. Eu acho que o valor total foi uns 55, 60 mil euros. Eu já estava contando com 100 mil só de transferência, mas fomos negociando”, revelou.
Estratégia: experiência para sustentar elenco brasileiro
Questionado sobre a decisão de buscar reforços fora do país, Jon defendeu a escolha. Segundo ele, os principais nomes da Kings League no Brasil já estavam vinculados a outras equipes.
“Os melhores hoje estão amarrados em sete chaves. Fui ver outros horizontes, pessoas que têm experiência desde que começou a Kings League, para ter uma base de três, quatro jogadores experientes e arcar com o elenco brasileiro.”
Além dos espanhóis, o Capim também incorporou atletas com passagem por outras equipes da liga, incluindo ex-jogadores da FURIA, um nome do Nyvelados e Fumaça, que já disputou Mundial de Clubes pelo Desimpedidos.
Bastidores e gestão própria
Jon revelou que o investimento partiu de recursos próprios. “Tirei do meu bolso. Não peguei dinheiro de ninguém. Botei o time para correr atrás de patrocinadores.”
Ele reforçou que pretende manter o controle total do clube. “Eu sou dono do Capim, não quero entregar vaga para ninguém. Gosto de ser dono e não gosto de ter chefe.”
Entrosamento e expectativa para o segundo split
Internamente, o dirigente afirma que o ambiente é positivo. Segundo ele, os jogadores estrangeiros chegaram sem postura de estrelismo e têm participado ativamente da integração com o elenco brasileiro.
“Os caras estão a milhão. Nenhum dos gringos tem salto alto. Todo mundo gente boa. Virou uma família mais rápido do que eu achava”, finalizou.