Ginástica Rítmica contará com mudança de regra para Olimpíadas de 2028, e Brasil poderá levar reserva para apresentação de conjunto
Após problema vivido por brasileiras em Paris, em 2024, Comissão Brasileira de Ginástica (CBG) teve papel importante na mobilização para implementação de nova norma

A Comissão Brasileira de Ginástica (CBG) anunciou, na última segunda-feira (5), que, a partir dos Jogos Olímpicos de 2030, os conjuntos de ginástica rítmica poderão levar seis atletas para a disputa: cinco ginastas competindo e uma reserva.
A mudança da regra foi fortemente apoiada pela CBG após problema vivido pelas ginastas brasileiras nas Olimpíadas de Paris, em 2024. Na ocasião, a atleta Victória Borges sentiu dores durante o aquecimento da segunda apresentação e competiu lesionada.
A lesão comprometeu o conjunto brasileiro, que finalizou classificatória na nona colocação. As oito primeiras avançaram para a final.
A liberação para levar seis ginastas ao invés de cinco permitirá que as equipes tenham um plano B, caso algo aconteça. Vale lembrar que a atleta reserva já é realidade em outras competições, mas será novidade nos Jogos Olímpicos.
Diretor-geral da CBG, Ricardo Resende destacou o trabalho realizado pela entidade em âmbito internacional e garantiu que a mudança era uma necessidade.
Era uma necessidade e uma luta da CBG para conseguirmos mudar essa realidade da Ginástica Rítmica mundial. A partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 serão seis ginastas na competição de conjunto: cinco competindo e uma reserva. E foi utilizado exatamente como exemplo o caso que aconteceu com o Brasil na Olimpíada de 2024.
O presidente da CBG, Henrique Motta, afirmou que a decisão é mais uma conquista brasileira internacionalmente. Vale lembrar que o Brasil tem sido destaque no esporte com o conjunto brasileiro, que recém conquistou dois ouros inéditos e uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica de 2026, disputado em Frankfurt, na Alemanha.
É uma conquista muito importante, não só para a Ginástica Rítmica brasileira, mas para a ginástica mundial. Foi uma luta da CBG, que contou com o apoio do Comitê Técnico de Ginástica Rítmica da FIG e com a interlocução junto à Federação Internacional de Ginástica, e que agora resulta nessa importante mudança para os Jogos Olímpicos de 2028. Agora são conquistas dentro da quadra e também aqui no Congresso.
Jornalista em formação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonada por esportes (principalmente futebol e vôlei) e cultura. Passagem pela equipe de comunicação da UFMG.



