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Nos pênaltis, São Paulo vence Palmeiras e conquista Supercopa pela primeira vez

Goleiro Rafael vira herói do título ao defender duas penalidades após jogo terminar em 0 a 0 no tempo normal

É mais um sinal da retomada das grandes conquistas do São Paulo, da volta ao lugar de protagonista do futebol brasileiro. Na tarde deste domingo (4), a equipe fez um jogo equilibrado com o Palmeiras na final da Supercopa Rei, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. O confronto terminou em 0 a 0 no tempo normal. Nas penalidades, Rafael se agigantou nessa luta do clube para se refazer um gigante. Defendeu duas cobranças e deu ao Tricolor Paulista um título inédito na primeira final nacional entre os grandes rivais paulistas.

No fim, o placar na disputa de pênaltis foi de 4 a 2. O São Paulo abriu as cobranças de pênaltis. Calleri converteu. Era o primeiro sinal da vitória. Os batedores foram se alternando sem dar qualquer chance para os goleiros até que o zagueiro Murilo, ex-Cruzeiro, partiu para a terceira cobrança do time alviverde e foi parado por Rafael. Na penalidade seguinte do Palmeiras, o goleiro tricolor fez nova defesa no chute de Piquerez e virou o herói da conquista.

Premiação pelo título

Com o título, o São Paulo embolsa R$ 5,5 milhões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de 1 milhão de dólares (aproximadamente R$ 4,96 milhões) repassados pela Conmebol. Já o Palmeiras recebe a cota de R$ 5,5 milhões.

Próximos jogos

Após a decisão da Supercopa, o Palmeiras volta a campo às 21h (de Brasília) da próxima quinta-feira, quando enfrenta o Ituano, na Arena Barueri, pelo Campeonato Paulista.

O campeão São Paulo, por sua vez, joga pelo Estadual nesta quarta (7), às 21h35 (de Brasília). O adversário é o Água Santa, no reencontro com a torcida no MorumBis.

O jogo

O São Paulo teve um desfalque de peso para a partida. Com dores na coxa esquerda, o atacante Lucas foi vetado e substituído por Nikão. Do outro lado, o Palmeiras foi a campo sem qualquer surpresa e conseguiu, logo aos dois minutos, a primeira grande chance com Rony. Ele girou bem em cima de Arboleda e chutou forte para a defesa de Rafael.

Primeiro tempo equilibrado

A partida, nos minutos iniciais, foi bastante equilibrada. O Palmeiras, com o sistema defensivo bem ajustado como de costume, via o São Paulo ter mais posse de bola. Só que faltou ao Tricolor ser mais incisivo. Foram muitos toques e poucas conclusões.

O jogo parecia morno até que, aos 23 minutos, esquentou com um chute da surpresa Nikão, que atuou como ponta esquerda. A bola desviou no meio do caminho e obrigou Weverton a fazer boa defesa. Cinco minutos depois, o time alviverde respondeu com uma das suas principais armas ofensivas explorando os lados do campo.

Foi assim que, pela ponta esquerda, Rony cruzou e Raphael Veiga desviou de cabeça para quase abrir o marcador. Mas, em um primeiro tempo disputado e equilibrado, o placar permaneceu inalterado.

Segundo tempo também equilibrado

Se você chegou até aqui sabe que o Palmeiras explora muito bem os lados do campo em saídas rápidas para o contra-ataque. E foi assim que a equipe criou mais uma grande chance. Dessa vez, Mayke encontrou Flaco López, que quase completou para o gol, aos cinco minutos.

Em seguida, os treinadores começaram a mexer nas equipes em sequência, mas o confronto continuou muito equilibrado. Uma exceção foi quando Mayke, novamente ele, achou John John, uma das novidades que cabeceou para fora com perigo.

O Palmeiras, então, passou a acumular as principais chances de jogo tendo Mayke como protagonista. Aos 31, ele fez grande jogada individual e só não marcou porque Moreira cortou. Em um lance isolado, o São Paulo, que sofreu com a criação, aproveitou-se de uma saída de jogo errada de Weverton e quase marcou com Calleri, mas o goleiro alviverde se redimiu. Em seguida, Galoppo também assustou em uma cobrança de falta. O Choque-Rei voltou a ficar equilibrado e assim seguiu até o fim, levando a disputa para as penalidades.

Penalidades

Na disputa, o São Paulo converteu todas as quatro penalidades que teve com tranquilidade (ver lista abaixo). Só não precisou ir para quinta porque o goleiro Rafael estava inspirado. Ele defendeu os chutes de Murilo e Piquerez, garantindo a conquista da Supercopa Rei como um herói tricolor.

Palmeiras 0 (2) x 0 (4) São Paulo

Palmeiras

Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez e Murilo; Mayke (Gabriel Menino), Zé Rafael (Luís Guilherme), Richard Ríos (Aníbal Moreno), Raphael Veiga e Piquerez; Rony e Flaco López (John John). Técnico: Abel Ferreira

São Paulo

Rafael; Rafinha (Moreira), Arboleda, Diego Costa e Welington (Erick); Pablo Maia, Alisson, Wellington Rato (Ferreira), Luciano (Galoppo) e Nikão (Michel Araújo); Calleri. Técnico: Thiago Carpini

Gols
Sem gols no tempo normal

Penalidades
Palmeiras: Raphael Veiga (convertida), Gabriel Menino (convertida), Murilo (desperdiçada, defesa de Rafael), Piquerez (desperdiçada, defesa de Rafael);
São Paulo: Calleri (convertida), Galoppo (convertida), Pablo Maia (convertida), Michel Araújo (convertida);

Cartões amarelos
Raphael Veiga, Zé Rafael, Flaco López, Abel Ferreira, Marcos Rocha, Luís Guilherme (Palmeiras); Luciano, Pablo Maia, Welington, Thiago Carpini, Erick (São Paulo)

Motivo: decisão da Supercopa Rei em jogo único
Data e horário: 4 de fevereiro de 2023 (domingo), às 16h (de Brasília)
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte/MG

Árbitro: Bráulio da Silva Machado
Auxiliares: Guilherme Camilo e Rodrigo Corrêa
Árbitro de vídeo: Wagner Reway

Brenno Costa é jornalista multimídia formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em comunicação e marketing pela Estácio. Atualmente, é correspondente da Itatiaia em São Paulo. Antes, trabalhou na Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco/Superesportes e no Globo Esporte.
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