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Dorival termina 1º ano na Seleção com desempenho pior que antecessores; veja números

Em 14 jogos, treinador tem só uma derrota, mas empatou mais do que ganhou; Tite, Dunga e Felipão tiveram inícios melhores

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Dorival Júnior, técnico da Seleção Brasileira, durante entrevista coletiva • Staff Images / CBF

A Seleção Brasileira não joga mais em 2024. O início do trabalho do técnico Dorival Júnior, que assumiu em janeiro, teve 14 jogos, com seis vitórias, sete empates e uma derrota. É um aproveitamento de 59,5%, menor do que quatro dos últimos cinco treinadores da equipe e igual ao de Mano Menezes, demitido em novembro de 2012, pouco mais de dois anos após assumir.

A única derrota de Dorival foi para o Paraguai, 1 a 0, em setembro, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O time termina o ano apenas na quinta colocação da competição, com 18 pontos, dentro da zona de classificação.

Seis equipes vão diretamente ao Mundial, que será nos Estados Unidos, no México e no Canadá, e o sétimo jogará uma repescagem mundial, em março de 2026.

Mas Dorival fez somente metade das 12 partidas do Brasil nas Eliminatórias, repartindo, portanto, a campanha irregular com Fernando Diniz. Se dividindo entre a Seleção e o Fluminense, o antecessor direto de Dorival fez apenas seis partidas, com três derrotas, duas vitórias e um empate.

Comparando o retrospecto de Dorival com os treinadores anteriores, que fizeram pelo menos 14 jogos, o desempenho é pior do que Tite, Dunga (primeira e segunda passagens) e Felipão (segunda passagem). E empata com Mano Menezes.

Somente Carlos Alberto Parreira, na terceira vez como treinador, da Seleção teve início pior em 2003, no ciclo para a Copa do Mundo de 2026, na Alemanha.

Veja os números (nos 14 primeiros jogos):

  • Dorival Júnior (treinador atual) - 6v, 7e e 1d - aproveitamento de 59,5%
  • Tite (2016) - 11v, 2e e 1d - 83.3%
  • Dunga 2 (2014) - 12v, 1e e 1d - 88%
  • Felipão 2 (2013) - 8v, 4e e 2d - 66,6%
  • Mano Menezes (2010) - 7v, 4e e 3d - 59,5%
  • Dunga 1 (2006) - 9v, 3e e 2d - 71%
  • Parreira 3 (2003) -5v, 7e e 2d - 52,3%

Dorival teve um bom início, vencendo a Inglaterra dentro de Wembley, por 1 a 0, e empatando em 3 a 3 contra a Espanha, em Madri, em amistosos em março. Os espanhóis conquistariam a Euro meses depois.

Mas na Copa América, o time fracassou e caiu nas quartas de final para o Uruguai, nos pênaltis. A irregularidade se manteve nas Eliminatórias.

Na entrevista coletiva após o empate contra o Uruguai, nesta terça-feira (19), por 1 a 1, na Arena Fonte Nova, em Salvador, Dorival falou se teme ser demitido por causa dos altos e baixos.

"É uma pergunta que precisa se fazer ao presidente [da CBF, Ednaldo Rodrigues], ao diretor de Seleções [Rodrigo Caetano], que está aqui. O Rodrigo vê todos os treinos, vê todas as reuniões, as palestras. É onde a avaliação é feita. No Brasil somos resultadistas. Eu mesmo já sofri isso nos clubes, mas sempre respondi bem em meus trabalhos, sempre entreguei coisas boas. Mas o trabalho está em evolução, vem sendo feito, percebo isso em todas as colocações dos jogadores”, disse Dorival.

O Brasil volta a jogar em março de 2025, quando receberá a Colômbia, provavelmente em Porto Alegre, e visitará a Argentina, em Buenos Aires, pelas rodadas 13 e 14 das Eliminatórias.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.