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Dorival cobra responsabilidade de atletas na Seleção: 'Precisam sentir a camisa'

Se dizendo inspirado em Zagallo, novo técnico da Seleção Brasileira disse que para estar nas convocações precisar estar com gana de defender o Brasil a partir de agora

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Dorival Júnior é apresentado pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues

Dorival Júnior assumiu a Seleção Brasileira nesta quinta-feira (11), na sede da CBF, no Rio, lembrando de momentos difíceis que passou na vida, como o câncer da esposa e o dele próprio, que o afastou do trabalho por algum tempo. E fez sua primeira convocação: para ele, o torcedor precisa voltar a acreditar no time, quje ele chamou de Seleção do povo, não Seleção de Dorival.

Mas Dorival foi além e, discretamente, fez uma cobrança aos próprios jogadores que hoje defendem a amarelinha. Para o ex-técnico do São Paulo, os atletas precisam assumir suas responsabilidades.

"Os atletas precisam sentir um pouco mais a camisa da Seleção. E temos que nos inspirar em Zagallo, a referência que ele foi. Temos que deixar marcado tudo que o Zagallo ensinou desse amor pela Seleção e de ter aqui os jogadores que estão com gana e com vontade de ganhar a todo momento", disse Dorival.

O treinador lembrou Mario Jorge Lobo Zagallo, campeão do mundo como jogador, em 1958 e 1962, como treinador em 1970 e como auxiliar técnico, em 1994. Zagallo morreu em 5 de janeiro e foi velado na sede da CBF, no final de semana, um dia antes de Dorival ser anunciado como treinador da Seleção.

O treinador conta com os jogadores mais experientes para a primeira convocação, que será feita no fim de fevereiro para os amistosos de março contra Inglaterra e Espanha, na Europa. Marquinhos, Alisson e Casemiro, por exemplo, Neymar, machucado, só deve retornar à Seleção após a Copa América.

Para Dorival, seu principal desafio nesse primeiro momento não é a recuperação da técnica e tática, mas da parte emocional dos atletas. O Brasil está apenas na sexta colocação das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, após seis rodadas, no limite de classificação para a competição.

"De um modo geral, isso se repete em clubes e Seleções, geralmente estoura os problemas em treinadores e comissões e muitas vezes o atleta não sabe o que ele representa. Do diferencial que ele pode ter a partir do momento que ele esteja vestindo uma camisa pesada como a nossa. Por isso peço que os jogadores assumam as responsabilidade, para dividir esse fardo. Você vestindo essa camisa fatalmente vai ajudar na recuperação", disse Dorival Júnior.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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