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Muricy é direto momento de Neymar e futuro na Seleção: ‘Ele quer, mas não consegue’

Ex-treinador acredita que o grande problema do italiano na Copa do Mundo foi a falta de identidade

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Muricy Ramalho
Muricy Ramalho • Itatiaia

Neymar e Muricy Ramalho foram campeões da Copa Libertadores em 2011, pelo Santos. Por isso, o comandante conhece muito bem o atacante. Ao analisar o atual momento, Ramalho entende que o astro não consegue mais ter a capacidade física de entregar o futebol do auge. A declaração foi feita em entrevista ao ge, em um curso de treinadores do futebol amador em Campinas. 

“Fui jogador também. Chega um momento em que a gente mesmo se toca, não precisa ninguém falar. Conheço muito bem o Neymar, foi meu jogador durante dois anos no Santos. Sempre precisou muito do físico, chega num momento, ainda mais no futebol de hoje, com intensidade e parte física, começam as contusões. É aquele negócio: a cabeça funciona, mas o corpo não obedece. Ele quer, mas não consegue. É coisa do jogador. Ele mesmo disse que já passou o ciclo dele”, afirmou. 

Ancelotti na Copa do Mundo e os problemas do futebol brasileiro

Muricy Ramalho acredita que o principal problema do futebol brasileiro é a falta de identidade, e que isso foi deflagrado na Copa do Mundo de 2026. Para o tetracampeão brasileiro, o treinador não conseguiu fazer o diagnóstico da identidade que o brasileiro quer para o time brasileiro. 

“O futebol brasileiro de hoje perdeu um pouco nossa identidade, a nossa essência. Na Copa do Mundo ficou claro. A gente trouxe o melhor treinador do mundo, mas ele não tinha muita ideia do que o brasileiro pensa sobre o futebol”, iniciou. 

Apesar disso, Muricy deposita confiança no trabalho de Carleto. O ex-treinador acredita que o ciclo até 2030 será mais proveitoso para o europeu entender como funciona a cabeça do jogador e do torcedor do Brasil, 

“Ele (Ancelotti) conhece os nossos jogadores que jogam na Europa, mas não conhece muito bem nossa identidade. Agora nesse ciclo ele vai sentir o que é o brasileiro. Nenhum brasileiro, por exemplo, gostou do que o Brasil jogou contra a Noruega. Brasil nunca ficou atrás da bola, sempre propôs no jogo, mandou no jogo, sendo agressivo. Foi um futebol totalmente diferente nessa Copa”, analisou. 

“A torcida não gostou, a gente que está no meio do futebol não gostou. Mas a gente entende. O Ancelotti chegou faz pouco tempo no Brasil, não conhece nossa identidade. Isso que a gente tem que recuperar. Não somos europeus, somos brasileiros, mas faz muito tempo que a gente não conquista. Acho que agora ele vai conseguir fazer o Brasil voltar a ser o Brasil de antes. Pode perder, mas não como a gente perdeu, praticamente deixou a Noruega jogar, ficamos assistindo”, completou. 

 

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Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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