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Aliado de Ednaldo: veja quem é o chefe de delegação da Seleção no Pré-Olímpico

Presidente da Federação do Distrito de Federal, Daniel Vasconcelos, ficou ao lado do chefe de CBF quando ele esteve afastado por decisão da Justiça; Brasil estreia nesta terça (23)

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Seleção Brasileira Sub-23 que se prepara para o Torneio Pré-Olímpico, na Venezuela • Leto Ribas/CBF

Ednaldo Rodrigues ficou quase um mês afastado da presidência da CBF, entre dezembro de 2023 e janeiro, por decisão da Justiça que também havia determinado a marcação de uma nova eleição.

Nesse período, dois pré-candidatos, o advogado Flávio Zveiter e o chefe da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, trabalharam apoios das federações estaduais, mas algumas delas ficaram ao lado de Ednaldo.

Um desses dirigentes foi Daniel Vasconcelos, presidente da Federação do Distrito Federal, que foi indicado pela CBF como o chefe de delegação da Seleção Brasileira Sub-23 que está na Venezuela para disputar o Torneio Pré-Olímpico. O Brasil estreia nesta terça-feira (23) contra a Bolívia, às 17h (de Brasília), em Caracas.

A função é burocrática, basicamente participando de reuniões da organização do torneio e representando a confederação brasileira em alguns eventos no país-sede. Mas, normalmente, é dado a aliados políticos de quem comanda a CBF.

Além de Vasconcelos, ao menos outros três dirigentes se mantiveram ao lado de Ednaldo no período em que esteve afastado: os presidentes das Federações do Espírito Santo, Gustavo Machado, do Pará, Ricardo Gluck Paul, e da Bahia, Ricardo Lima, que é cunhado de Ednaldo e o sucede comandando a entidade.

O Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar, em 4 de de janeiro, que recolocou Ednaldo Rodrigues no comando da CBF e que suspendeu por enquanto a decisão do Tribunal de Justiça do Rio que afastava o cartola. O caso ainda será analisado pelo pleno do STF, sem data para acontecer.

Entenda o caso

O processo que causou o afastamento de Ednaldo Rodrigues está ativo desde 2018, por iniciativa do Ministério Público do Rio de Janeiro, ainda referente à eleição de Rogério Caboclo, antecessor de Ednaldo.

O MP questiona o estatuto da confederação por estar em desacordo com a Lei Pelé porque prevê pesos diferentes para clubes nas votações para a escolha dos presidentes. Os dirigentes das 27 federações estaduais têm peso 3 na votação, contra peso 2 dos 20 clubes da Série A e peso 1 dos 20 da B.

A Justiça anulou em 2021 a eleição de Rogério Caboclo e determinou uma intervenção na CBF, nomeando Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), como os interventores. Essa decisão foi cassada pouco tempo depois.

A CBF e o Ministério Público fizeram um acordo extrajudicial e assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Na nova eleição, em 2022, Ednaldo Rodrigues, que estava como presidente interino, foi eleito para um mandato completo de quatro anos, até março de 2026.

Gustavo Feijó, que era vice na época de Caboclo, acionou a 2ª instância. O pedido era que o TAC fosse anulado, e Ednaldo afastado, alegando que o juiz de 1ª instância não tinha atribuição para homologar o documento. Foi isso que foi acatado em 7 de dezembro pelo TJ-RJ.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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