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Rivaldo sobre valorização no título de 2002: ‘Ninguém apaga o que eu fiz’

Campeão do mundo, ex-jogador muitas vezes é esquecido como o craque da Seleção Brasileira que levou o Penta naquela Copa

Rivaldo em entrevista para a Itatiaia direto dos EUA, onde vive

Apesar da falha em um dos gols de Ronaldo na final, o goleiro alemão Oliver Kahn foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2002, disputada no Japão e na Coreia do Sul. A Fifa até mudou a maneira de se escolher o craque de um Mundial depois disso, esperando o desenrolar da decisão.

Camisa 10 da Seleção Brasileira campeão mundial naquele ano, Rivaldo fez um torneio primoroso. E, para alguns analistas, teve o melhor desempenho do Brasil, melhor até do que Ronaldo, e, por que não, da Copa do Mundo, já que o eleito Kahn foi errar justo quando não podia.

Em entrevista exclusiva para a Itatiaia, por videoconferência, diretamente de Orlando, nos Estados Unidos, onde vive com a família há cerca de sete anos, Rivaldo disse que ouve de muitas pessoas que foi o melhor daquele Copa, mas que acha que como não aparece muito na mídia a valorização daquele feito não é tão aparente. Ele fez cinco gols na competição.

“No Brasil muita gente fala que fui um dos melhores daquela Copa, ou até o melhor. Lógico que poderiam valorizar mais, mas não apareço muito na mídia, não estou sempre dando entrevista. Mas ninguém apaga o que eu fiz, e fico feliz com todas as pessoas que falam comigo quando estou no Brasil”, disse o ex-jogador de Barcelona, Milan e Cruzeiro, entre outros clubes.

“Sempre pedem para tirar foto, ontem mesmo uma criança tremia, devia ter uns dez anos, nem me viu jogar. Mostra que fiquei marcado na história, e sou muito feliz com o que fiz pela Seleção Brasileira”, disse Rivaldo, campeão em 2002 e vice em 1998, na Copa da França.

Rivaldo conta que, quando garoto em Pernambuco, jamais pensou em defender a Seleção Brasileira. Ele sonhava em jogar, e quem sabe ser campeão, pelo Santa Cruz, clube onde fez a base.

“Sou um nordestino, campeão do mundo com a camisa 10 da Seleção. Quando acabou ali a gente pensa na família, nos amigos, tudo que passou, passei fome na vida. Mas era campeão do mundo. E digo que jamais precisei de ajuda de empresário, de ninguém para conquistar o que conquistei. Sempre foi pelo meu trabalho”, disse Rivaldo.

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.