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Carille deixa futuro no Santos em aberto, e presidente não descarta permanência

Treinador citou pressões já presenciadas na carreira e disse que rejeição da torcida não o assusta no Peixe

Fábio Carille admitiu permanecer no Santos, mesmo mediante rejeição da torcida

Rejeitado pela torcida do Santos e vaiado neste domingo (17), mesmo com a conquista da Série B, o técnico Fábio Carille ainda não sabe se seguirá no clube ou se deixará a Vila.

Carille teve o vínculo prorrogado até o fim de 2025 devido a gatilhos de contrato, que previam a ampliação caso o clube conquistasse o acesso e o título da Segunda Divisão.

Apesar disso, sua permanência dependerá de uma conversa com o presidente Marcelo Teixeira.

Carille chegou a dizer que a pressão vivida por ele no Santos não se compara a outras já presenciadas na carreira.

“Tudo pode acontecer no futebol. Eu já vi cada reviravolta! Pressão maior do que 2011, da derrota do Corinthians lá para o Tolima, e a continuidade do Tite. Vocês não sabem o que é pressão. Vocês não sabem o que é pressão. Então, tudo pode acontecer. Que todos aqui tenham convicção do que é o melhor para o Santos. Não é o melhor pra mim, pro presidente, é o melhor para o Santos. Assim, o clube começa a direcionar o projeto para 2025”, declarou Carille.

Marcelo Teixeira confirma possibilidade de permanência

Ao tomar a palavra na entrevista coletiva, Teixeira confirmou o discurso de Carille.

“O Fábio foi feliz aqui em sua colocação. Tudo é possível você ter uma solução, basta você programar, planejar e manter uma forma de que o trabalho continue crescendo. É natural que todos tenham essa preocupação, todos têm. Nós resistimos, tivemos essa resiliência no sentido da permanência do Carille”, disse, ao exaltar a decisão de manter o treinador ao longo da Série B.

“Em nenhum momento, poderíamos interromper esse tipo de trabalho, até porque geraria no grupo algo perigoso e ao mesmo tempo financeiramente. Então, o Santos tem que pensar sempre de uma forma cautelosa em suas ações. Outrora, nós já tivemos aqui, numa temporada, quatro treinadores e nós vimos o que aconteceu. Nós nunca fomos felizes. Tivemos técnicos ofensivos, tivemos técnicos que optaram em ser mais defensivos”, agregou.

O mandatário ainda alertou que não tomará decisões baseadas em pressões impostas pela torcida.

“A torcida é paixão, nós precisamos ter razão. Estou preparado para isso. Responsabilidade em questão financeira, transparência e ações sendo feitas de maneira que os resultados sejam alcançados”, disse.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.