Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Melhor meia do campeonato, Veiga celebra momento no Palmeiras e Seleção

Meio-campista do Verdão recebeu prêmio de melhor meia no Prêmio Bola de Prata da ESPN

Raphael Veiga, do Palmeiras, recebeu prêmio de melhor meia no Prêmio Bola de Prata da ESPN

Raphael Veiga, do Palmeiras, recebeu prêmio de melhor meia no Prêmio Bola de Prata da ESPN

Mateus Pinheiro/Itatiaia

Nesta quarta-feira (6), o Palmeiras sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro de 2023, e chegou ao nono título sob o comando de Abel Ferreira. O português chegou ao Brasil em 2020, e já se isolou como segundo maior campeão da história do Verdão.

Lance especial de 2023

Melhor meia do Campeonato Brasileiro de 2023, Raphael Veiga conquistou o bicampeonato do torneio pelo Verdão. O meia foi titular em toda a campanha, um dos pilares da “virada heroica” do final do torneio, quando o time superou o Botafogo, que chegou a ter 14 pontos de vantagem.

“Não sei. É difícil falar. Mas eu acho que, pela forma como aconteceu, acho que o gol contra o Fortaleza. Foi importante para a gente. Era um momento decisivo do campeonato. Aquele gol foi importante para conseguirmos o empate”, contou Veiga em entrevista coletiva no Prêmio Bola de Prata ESPN.

Raphael Veiga marcou o gol de empate na igualdade por 2 a 2 contra o Fortaleza em confronto pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, fora de casa, quando o Verdão tinha um a menos em campo.

História no Palmeiras

Raphael Veiga tem 270 jogos, 82 gols e nove títulos conquistados com a camisa do Palmeiras. O meia de 28 anos chegou ao clube com 22, ainda em 2017.

“Eu fico muito feliz de estar vivendo o que eu estou vivendo no futebol, ainda mais no Palmeiras. Já falei várias vezes o que esse time representa para mim. Poxa, desde pequeno sonhando em jogar um jogo. Acho que, agora, tenho mais de 250. E alguns títulos. Não tenho, talvez, noção do que está acontecendo na minha vida, do que eu, junto dos meus companheiros, temos nos tornado. Acho que daqui uns 20, 30 anos, vai cair a ficha”, comemorou.

Reviravolta do Verdão

A reviravolta na temporada do Palmeiras aconteceu depois da eliminação nas semifinais da Copa Libertadores para o Boca Juniors, nos pênaltis, no Allianz Parque. Veiga foi um dos que erraram a cobrança para o Palestra.

“Na minha opinião, o que faz um um jogador, um time ser diferente, para mim, é a questão mental. Não adianta nada o cara ser tecnicamente ser bom, taticamente ser bom, se na hora da dificuldade, as coisas não funcionarem. Sei que não vamos ganhar sempre, mas é importante ser resiliente nos momentos de dificuldade”, confessou.

Na ocasião, o Verdão “emendou” uma sequência de quatro derrotas consecutivas no Brasileiro, viu o Botafogo ampliar vantagem na liderança para 14 pontos, mas não se deu como vencido na temporada.

“Confesso que, quando fomos eliminados para o Boca Juniors, eu fiquei muito chateado. Pela forma como as coisas aconteceram. Talvez, por eu ter errado o pênalti. Sou um cara que me cobro bastante. Mas, como bem eu falo, a gente tem que passar isso. Não se pode lamentar. Para sermos lembrados por aquilo que a gente acerta, temos que ser protagonistas nos nossos erros. Se a gente quiser sempre acertar, nunca vamos arriscar. Fico feliz em estar aqui, comemorando esse prêmio individual, esse título. Tudo o que vivi esse ano tem me feito um jogador melhor, mais completo”, revelou Veiga.

Seleção

“Sobre a Seleção Brasileira, sempre trabalhei para chegar lá. É um objetivo pessoal. Quero continuar, sim, voltando. Sei que ainda não joguei tudo o que queria, o tempo que eu queria. Mas acho que as coisas acontecem no tempo que têm que acontecer. Única coisa que eu controlo é treinar, trabalhar, para poder voltar mais vezes”

Bem no Palmeiras, o melhor meia do Brasileirão de 2023 também tem sido convocado constantemente para Seleção Brasileira. Nas quatro listas que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fez no ano, o meia esteve entre os 23.

“Sinceramente, sobre a questão de definição, não sei o que vai acontecer. Sei o tanto quanto vocês: nada. Mas, acredito nas pessoas que estão conduzindo essas coisas. Espero que eles tomem as melhores decisões. Não sei quem fica, não sei quem sai. Sei que, para tudo aquilo que a Seleção Brasileira representa no futebol mundial e pelos últimos jogos, resultados, estamos abaixo. Sei que o trabalho do Diniz, pela forma de entender, por ser diferente de tudo, leva um pouco de tempo. Mas acho que é isso. Temos que voltar a ganhar, fazer bons jogos. Só assim, a torcida brasileira vai voltar a criar a atmosfera de antigamente”.

Jornalista fascinado por futebol de base e análise de desempenho. Faz a cobertura de São Paulo e Palmeiras na Itatiaia após passagens por ESPN, Globoesporte.com e Band.
Leia mais