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Sonho nacional: veja os planos do Nova Iguaçu após a final do Carioca

Clube da Baixada fez história ao chegar na decisão estadual, mas projeto é por voos mais altos em 2024

Se para muitos o Nova Iguaçu foi a grande surpresa do Campeonato Carioca, para quem está no dia a dia do clube foi uma resposta ao trabalho e dedicação para 2024. E o clube da Baixada Fluminense sonha mais alto na temporada.

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Neste domingo (7), às 17h (de Brasília), no Maracanã, o clube tenta uma improvável virada diante do Flamengo. No primeiro jogo, o Rubro-Negro venceu por 3 a 0, e por possuir vantagem de dois resultados iguais, só fica sem taça em caso de derrota por quatro ou mais gols de diferença.

A missão quase impossível do Nova Iguaçu em nada afeta a temporada que o clube sonha. A partir de 28 abril, o clube começa a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, o principal foco. Mais que o deficitário Carioca

“Só pensamos na disputa da Série D para este ano, mas primeiro tem a final do Carioca. A gente vai mostrar que o Nova Iguaçu não chegou aqui por um acaso. O primeiro jogo foi atípico do que vínhamos apresentando, e queremos mostrar nossa força para a disputa nacional”, afirmou o presidente Jânio Moraes, em entrevista à Itatiaia.

Na Série D, o Laranja Mecânica terá pelo caminho os rivais do Estado, Audax Rio, e Portuguesa; os mineiros Ipatinga e Democrata-SL; os capixabas Serra e Real Noroeste e outro velho conhecido, o Itabuna, da Bahia. A estreia será em Sete Lagoas contra o Democrata.

Troca de faturamento

O Itabuna se tornou um rival conhecido, porque no início do ano encontrou-se com o Nova Iguaçu na primeira fase da Copa do Brasil neste ano. Jogando na Bahia, o time carioca venceu por 8 a 0, a maior goleada da edição atual até aqui.

Na fase seguinte, o Nova Iguaçu encarou o Internacional e resolveu priorizar o Carioca ao invés da Copa do Brasil. O duelo com o Colorado foi em Brasília e o time gaúcho passou sem dificuldades.

A explicação do presidente Jânio Moraes foi a troca de rendas. Ao poupar, o Nova Iguaçu eliminou o Vasco, em um Maracanã lotado, e teve bom faturamento de receita de bilheteria no jogo, além da final contra o Flamengo.

“Usamos uma estratégia que deu certo contra o Vasco. Nossa visão maior. Empatou a premiação com a renda, por isso valeu a pena poupar. Estamos pagando uma premiação grande aos jogadores, mas ainda assim valeu”, explicou.

Vale lembrar que a conquista do Campeonato Carioca, além de qualquer avanço de fase, não gera premiação da Federação Carioca de Futebol (Ferj), pelo segundo ano consecutivo.

Baixas para a Série D

Como esperado, o clube da Baixada ganhou destaque e chamou atenção de outros times. Da equipe titular, sondagens chegam de toda parte e dois jogadores já acertaram a saída do clube.

O goleiro Fabrício vai para o Internacional, enquanto o artilheiro do time na temporada com nove gols, Carlinhos, vai justamente para o Flamengo. Outro que não deve ficar é Bill, emprestado pelo Dnipro-1, da Ucrânia, até o meio do ano.

“Já perdemos dois, e achamos que vamos perder mais uns dois provavelmente. Só recebi ofertas por escrito do Inter e do Flamengo. Já contratamos um goleiro, o Bill não contamos com ele até dezembro. Posso ficar com ele até junho”, contou, negando outras saídas:

“Para mim só vale oferta que está no papel. O resto é tudo conversa fiada. Usam mentiras para chamar a atenção e fantasiar negócios”, comentou.

Esta será a sexta participação do Nova Iguaçu na Série D. A equipe nunca conseguiu avançar para a segunda fase, mas neste ano o projeto é grandioso.


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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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