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CBF defende protocolo usado para manter Grêmio x Bahia após forte chuva

Ciclone que atingiu Porto Alegre fez prefeitura pedir adiamento do jogo, que atrasou mais de uma hora para ter início na Arena, nesta quarta (12)

Gabriel Grando defende pênalti na vitória do Grêmio sobre o Bahia, na noite de quarta-feira

A direção de competições da CBF defendeu, nesta quinta-feira (13), o protocolo que foi utilizado para confirmar a realização de Grêmio x Bahia na noite de quarta-feira (12), na Arena, em Porto Alegre, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Após 1 a 1 no tempo normal, os gaúchos avançaram à semifinal com vitória de 4 a 3 nas cobranças de pênalti.

O jogo atrasou 1 hora e 5 minutos, começando às 20h05, e não 19h, por causa da forte chuva que castigou a capital gaúcha, causada por um ciclone previsto no dia anterior. A Prefeitura de Porto Alegre chegou a pedir o adiamento do confronto, o que não ocorreu.

“A Diretoria de Competições (DCO) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ressalta que não há precedentes de cancelamento de jogos em função de previsões meteorológicas”, informou a entidade, em nota.

“A DCO seguiu o protocolo corretamente e teve a cautela e a tranquilidade para acompanhar de perto, por meio de seus profissionais que estavam no local e do comando do DCO da CBF, a evolução das questões climáticas em Porto Alegre ao longo do dia. É necessário ressaltar que o cancelamento de uma partida de futebol envolve múltiplos atores, que vão da empresa detentora dos direitos da competição e sua grade de programação, passando pela logística dos clubes, segurança pública, segurança interna, além de todos os demais profissionais envolvidos na realização de uma partida de futebol e, principalmente, os torcedores”, prosseguiu o texto.

Durante toda a quarta-feira se colocou em dúvida se haveria possibilidade da realização da partida. No meio da tarde, o assessor da arbitragem, Marcos Rogério, junto com outros membros da CBF vistoriaram o gramado e as dependências internas da Arena do Grêmio.

Após sua chegada ao estádio, o árbitro Wilton Pereira Sampaio fez também sua avaliação do estado do campo, e seguiu o que manda o Regulamento Geral das Competições da CBF: esperou primeiro meia-hora, a partir do horário para qual o jogo estava marcado, e depois mais 30 minutos para ver se as condições do gramado melhoravam. Na checagem definitiva ele entendeu que o jogo poderia ocorrer.

“Com isso, a partida transcorreu dentro de um ambiente de normalidade, como sempre se vê em jogos do Campeonato Brasileiro, em situações de chuva ao longo do ano”, continuou o texto da CBF.

A diretoria de competições também defendeu o fato de o árbitro não conceder entrevista após a checagem do gramado - segundo a CBF houve críticas a isso durante a transmissão do canal SporTV, do Grupo Globo. “O árbitro agiu corretamente e ressalta que, por respeito ao profissional de imprensa no campo, informou que quem daria as informações seria o delegado de imprensa da partida. Fato esse que aconteceu de imediato, mais uma vez cumprindo corretamente o regulamento de competições e as diretrizes da Fifa”.

Funcionários do Grêmio tiraram água e lama do gramado da Arena com rodos, principalmente, na uma hora em que se decidia se o confronto ocorreria ou não. Durante a partida a bola conseguiu rolar, sem pontos de acúmulo de água importantes.

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.