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Torcida do Amazonas provoca Willian Bigode, do Santos, por dívida com Scarpa, do Atlético

Meia do Atlético sofreu prejuízo milionário em golpe que envolvia criptomoedas e ‘pedras preciosas’; empresa foi indicada por Willian

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Scarpa processou Willian Bigode após perder cerca de R$ 6 milhões • César Greco/Palmeiras

O atacante Willian Bigode, atualmente atacante do Santos, foi provocado por torcedores do Amazonas nesse sábado (11), durante partida da Série B do Campeonato Brasileiro. Na Arena da Amazônia, os donos da casa venceram por 1 a 0, com gol de Ênio ainda no primeiro tempo.

Fora das quatro linhas, Willian Bigode foi uma das atrações da partida. Apesar de ter entrado apenas na reta final do confronto, o atacante com passagens por Palmeiras e Cruzeiro foi provocados por torcedores do Amazonas por conta do processo envolvendo o caso das criptomoedas e ‘pedras preciosas’. A situação deu prejuízo milionário ao lateral Mayke e ao meia Gustavo Scarpa, ambos ex-companheiros do atacante o Verdão.

Enquanto Willian fazia trabalho de aquecimento na beira do gramado, torcedores do Amazonas gritavam para o jogador “pagar o que devia” a Scarpa, atualmente no Atlético. O golpe no qual o jogador foi vítima aconteceu por meio de uma empresa indicada pelo jogador santista.

“Scarpa, vai pagar o Scarpa”, provocaram os torcedores, com gritos em direação a Willian.

Relembre o caso

Scarpa e Mayke entraram na Justiça após perderem cerca de R$ 10,4 milhões em investimentos em criptomoedas, indicado pela empresa de gestão financeira WLJC, que tem o atacante Willian, do Santos e na época do Palmeiras, como um dos sócios. Os três jogaram juntos no Palmeiras entre 2018 e 2021. O investimento foi feito para a empresa Xland Holding Ltda, por intermédio da Soluções Tecnologia Eireli. Era prometido um retorno de 3,5% a 5% ao mês.

Scarpa investiu R$ 6,4 milhões na empresa do amigo. Como não obtinha retorno e resultados, o meio-campista solicitou a rescisão contratual com a Xland Holding Ltda. Nessa época, Scarpa foi informado de que teria o dinheiro de volta num prazo de 30 dias úteis e que o pagamento do valor investido seria reembolsado. Nada disso, no entanto, ocorreu. Um novo prazo foi estipulado, mas novamente o dinheiro não foi devolvido ao jogador.

O lateral-direito Mayke, do Palmeiras, viveu situação parecida. O atleta fez um investimento de cerca de R$ 4,1 milhões na Xland Holding. Pelo mesmo motivo, ele também solicitou o resgate da rentabilidade em outubro do ano passado, quando a empresa de Willian Bigode se comprometeu a realizar o pagamento em até dez dias úteis. O valor não foi devolvido até hoje.

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Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.

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