Sampaoli barrou o goleiro titular de todos os times que dirigiu no Brasil
Treinador argentino prefere arqueiros que tenham qualidade no jogo com a bola nos pés

Na entrevista coletiva concedida logo após o empate entre Flamengo e Cruzeiro, Jorge Sampaoli confirmou que Matheus Cunha é o novo goleiro titular do Flamengo, ganhando o posto que era de Santos desde a última temporada. Mudar o dono da posição é uma marca do treinador no futebol brasileiro.
Nas três equipes que dirigiu no país, o argentino promoveu mudanças entre os arqueiros. Em todas as oportunidades, o jogo com os pés foi a justificativa utilizada pelo técnico para a tomada da decisão.
“Eu estou muito contente com Cunha. Tem muita capacidade, leitura com os pés. Santos é um goleiro confiável, mas, pelo estilo de jogo decidi apostar no Cunha”, disse após o empate entre Flamengo e Cruzeiro, nesse domingo (27).
Logo na primeira experiência que teve no Brasil, Sampaoli causou choque ao colocar Vanderlei no banco de reservas do Santos. Na época, em 2019, o goleiro era cotado para ser convocado pela Seleção Brasileira. Mesmo assim, as boas atuações debaixo das traves não foram suficientes para mantê-lo na posição.
O argentino pediu a contratação de Everson, que não demorou a ganhar o status de titular na campanha do vice-campeonato do Peixe no Campeonato Brasileiro.
"A decisão técnica tem a ver com o desenrolar do jogo. Iniciar bem para terminar bem. Everson nos deu um pouco mais de decisão como jogador. Como goleiro Vanderlei segue incrível, mas para o funcionamento do jogo escolhemos Everson por agora por fazer a gente jogar de trás", disse em 2019.
Sampaoli gostou tanto de Everson que quis reeditar a parceria no Atlético. Em 2020, o argentino aproveitou um litígio do jogador com o Santos pela falta de pagamento de salários e indicou a contratação para a diretoria alvinegra.
Até o acaso contribuiu para o arqueiro assumir rapidamente a posição. Titular naquele momento, depois de anos no banco de Cruzeiro, Rafael foi expulso em uma partida na Vila Belmiro e deixou a vaga em aberto para a partida seguinte do Galo, contra o Bragantino.
Com Victor em má fase, já na reta final de carreira, Everson foi escalado por Sampaoli mesmo após poucos dias em Belo Horizonte e não largou mais a posto.
