Rodada do Brasileirão tem manifestação contra o fim das bets: 'Proibir não é proteger'
Placas de publicidades dos estádios exibiram mensagens contra a MP que proibiu sites de apostas esportivas e cassinos virtuais no Brasil

A 29ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro será marcada pela exibição de mensagens contrárias à proibição de casas de apostas esportivas (bets) e cassinos online. A movimentação parte de empresas ligadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
As placas de publicidade dos estádio de nove de dez jogos receberão frases que questionam à decisão do Governo Federal. Além disso, as partes lançaram o site www.apostoquevocenaosabia.com, que tem como intenção apresentar ao público seis medidas de proteção que o mercado regulado oferece aos apostadores.
As mensagens exibidas serão as seguintes: "proibir não é proteger", "quem lucra com as bets ilegais?", "não é só o futebol que perde", "não se muda a regra no meio do jogo", "proibir quem segue as regras favorece quem?", "a quem interessa o mercado ilegal?", "conheça mais sobre a regulação das apostas" e "a demanda não acaba, só muda de endereço".
A 29ª rodada é a primeira desde a MP assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro. Os clubes não poderão exibir os antigos patrocínios nos uniformes. Boa parte dos contratos entre as equipes da Série A e as casas de apostas foram encerrados.
De acordo com a MP, os sites e os aplicativos teriam de ser bloqueados no território nacional até às 23h59 (de Brasília) do último dia 5 de outubro.
Entre 25 de setembro, quando começou a valer as regras da medida provisória para proibir as bets no Brasil, e 1º de outubro deste ano, o governo federal bloqueou 10.435 sites ilegais de apostas. No mesmo período, houve a remoção de 3.040 páginas, perfis, canais, grupos e servidores relacionados à atividade.
Lucas Barbosa é repórter do portal Itatiaia Esporte. Formado pela UFOP e natural de Raul Soares-MG, tem experiência em coberturas esportivas e jornalismo hiperlocal. Apaixonado pelo futebol brasileiro e suas histórias mais profundas, também já passou por veículos de rádio e televisão.



