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Principal organizada do Palmeiras pede saída de Abel Ferreira: 'Perdido'

Pressão externa sobre o treinador aumentou após a derrota para o Cerro Porteño, pela Copa Libertadores

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Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras • Cesar Greco/Palmeiras

A Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, pediu a saída do técnico Abel Ferreira. Em nota divulgada nas redes sociais nesta quinta-feira (21), horas após a derrota para o Cerro Porteño-PAR, o grupo questionou o trabalho do treinador português. A presidente Leila Pereira e o diretor de futebol Anderson Barros também foram criticados.

Além de citar a falta de desempenho da equipe, que perdeu a liderança de seu grupo na Copa Libertadores, a organizada repudiou a postura de Abel à beira do campo e algumas de suas declarações em coletivas de imprensa.

"O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido. Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo. Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas assume raramente a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta", apontou a Mancha.

"O time é mal treinado. Sem intensidade, sem jogada, sem alma e sem liderança. Um elenco caro, milionário, e joga um futebol pequeno", continuou a organizada.

Em relação à Leila Pereira, a Mancha Verde alegou falta de grandes conquistas durante seus mandatos. A torcida também criticou a postura da presidente em declarações à imprensa.

"O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas. Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso. O Palmeiras virou um clube que fala muito e joga pouco", escreveu a organizada.

Já sobre Anderson Barros, a principal crítica foi direcionada à montagem do elenco atual. Na visão dos torcedores, o plantel alviverde apresenta lacunas.

"Foi ele (Anderson Barros) quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras. Temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência. Jogador vai machucar, isso faz parte do futebol. Quem tem dinheiro precisa se preparar para isso".

O Palmeiras volta a entrar em campo neste sábado (23), contra o Flamengo, no Maracanã, pela 17ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, às 21h (de Brasília). Neste momento de tensão, o clássico nacional ganhou contornos ainda mais decisivos.

O próximo desafio do time comandado por Abel Ferreira na Copa Libertadores será na próxima quinta-feira (28), novamente no Allianz Parque, contra o Junior Barranquilla, da Colômbia. As equipes se enfrentam às 19h (de Brasília).

Nota da Mancha Verde

"Obrigado, Abel. Já deu. Tchau.

A lenda da Fata Morgana fala sobre miragens: você olha de longe, parece grandioso, parece real… mas quando chega perto, não existe nada.

Esse é o Palmeiras dos últimos três anos.

Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas “históricas”. Mas quando chega a hora da verdade, sobra vice, eliminação e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade.

Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história. Seu passado vencedor sempre será lembrado. Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo.

O Palmeiras não joga bola há muito tempo. A diferença é que antes os resultados escondiam a bagunça.

Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação.

E tudo isso cai diretamente na conta do treinador.

O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido.

Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo. Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas assume raramente a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta.

O time é mal treinado. Sem intensidade, sem jogada, sem alma e sem liderança. Um elenco caro, milionário, e joga um futebol pequeno.

Leila Pereira.
O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas.

Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso.

O Palmeiras virou um clube que fala muito e joga pouco.

Anderson Barros.
Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada. Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras.

Temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência. Jogador vai machucar, isso faz parte do futebol. Quem tem dinheiro precisa se preparar para isso.

O Palmeiras hoje tem dinheiro sobrando e competência faltando. A torcida apoiou o tempo inteiro. Cantou, incentivou, lotou o estádio e empurrou mesmo vendo um futebol horroroso há meses.

Mas apoio não significa silêncio. A cobrança vai existir sempre que for necessária. Porque o Palmeiras é maior que treinador, maior que presidente e maior que diretor.

Sábado é decisão. Vamos apoiar durante os 90 minutos. Mas depois do apito, ninguém vai aceitar viver de passado enquanto o presente afunda o nosso futuro.

Fora Abel.. Ah! Se ele sair, quem vai entrar? O Jorge Jesus, qualquer outro portuga ou, quem sabe, o atual técnico do PAOK?

Leila, sua hora está chegando. 2027 é logo ali.
Anderson Barros já faz hora extra."

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Iúri Medeiros é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Passou pela Gazeta Esportiva, onde estagiou e posteriormente cobriu o dia a dia do Corinthians. Além do noticiário do Timão, participou da cobertura de jogos de Palmeiras, Santos e São Paulo, além de eventos na capital paulista, como a São Silvestre. Na Itatiaia, acompanha Corinthians e Santos.

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