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Palmeiras contesta súmula de árbitro sobre expulsão de Abel Ferreira; entenda

Clube paulista se manifestou publicamente nesta quinta-feira (26), por meio das redes sociais

Abel Ferreira após o jogo do Palmeiras contra o Fluminense, pelo Brasileirão

O Palmeiras contestou a justificativa da expulsão de Abel Ferreira, feita pelo árbitro Felipe Fernandes de Lima, no jogo contra o Fluminense, na última quarta-feira (25), na Arena Barueri. O comandante português recebeu a punição após a vitória por 2 a 1, na partida válida pela 4ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O clube publicou nota oficial nesta quinta-feira (26), por meio das redes sociais.

Na súmula, o dono do apito relata que o treinador teve um “ataque de fúria” logo após o final do confronto.

“Após o término da partida expulsei de forma direta o treinador da equipe SE Palmeiras, por se dirigir à assistente de número 1 Fernanda Gomes Antunes e o 4º árbitro Luis Tisne de forma ríspida, grosseira e gesticulando com os braços e batendo palmas de forma irônica e debochada, proferindo as seguintes palavras de forma acintosa: “você é cega, não viu que o lateral era para nosso time c..., vocês nunca veem nada p..., c..., f...-se. Informo ainda que após a expulsão o mesmo teve que ser contido por integrantes da sua equipe para deixar o campo de jogo”, disse o árbitro no documento.

Palmeiras contesta

O Palmeiras contesta as alegações de Felipe Fernandes de Lima. No posicionamento, o clube traz imagens do final da partida e garante que o comandante palmeirense não se dirigiu a auxiliar da partida e também não agiu com ironia ao bater palmas.

Veja a nota do Palmeiras

O relato sobre os motivos da expulsão do técnico Abel Ferreira contido na súmula do jogo entre Palmeiras e Fluminense, pelo Brasileirão, não condiz com a realidade dos fatos.

“O relato sobre os motivos da expulsão do técnico Abel Ferreira contido na súmula do jogo entre Palmeiras e Fluminense, pelo Brasileirão, não condiz com a realidade dos fatos.

Imagens da Análise de Desempenho do clube mostram que, após a partida, o treinador discutiu, sim, com o quarto árbitro Luiz Tisne, mas não se dirigiu à auxiliar Fernanda Gomes Antunes. Tampouco o comandante alviverde bateu “palmas de forma irônica e debochada” em direção aos integrantes da equipe de arbitragem – na verdade, ele aplaudiu o zagueiro Murilo antes de cumprimentá-lo pela vitória.

Como se não bastasse, as imagens deixam claro que Abel, em momento algum, “teve que ser contido por integrantes da sua equipe para deixar o campo de jogo”, como descreve a súmula. Demonstram, também, que o árbitro principal do confronto, Felipe Fernandes de Lima, não viu a discussão entre o técnico e o quarto árbitro – a decisão de punir o treinador foi tomada com base, exclusivamente, no relato feito por Luiz Tisne por meio do sistema de comunicação eletrônica.

A súmula do jogo é um documento importante e precisa se guiar somente pelos fatos ocorridos, sem imprecisões ou exageros que possam ocultar a verdade”

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Abel dá a sua versão

Após a partida, o português explicou a insatisfação com os juízes do confronto.

“No último minuto de jogo, tem um lateral claro para a gente, o árbitro marca para eles, eu reclamo e o quarto árbitro deve ser melhor que eu”, iniciou Abel.

“Reclamei sim, como reclamei de uma bola que era tiro de meta e o árbitro trocou para escanteio. É a primeira vez que vejo isso. Depois, ele disse que foi o VAR, mas o VAR não intervém. A partir do momento em que ele marca o escanteio, o VAR não intervém. Não entendo”, indagou o treinador palmeirense.

“Eu sim protestei, porque o lateral era nosso. Quem me expulsou foi o quarto árbitro. Não entendi o porquê”, completou.

Abel Ferreira disse, ainda, sobre a recorrência de problemas com a arbitragem. Neste ano, o técnico foi expulso no clássico contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista.

“Eu não sou o melhor exemplo, mas ninguém é perfeito. Como eu disse e assumi, contra o Corinthians, eu reclamei de forma acintosa. É preciso perceber porquê. ‘O Abel reagiu assim’. Por que?”, disse.

Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.
Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte

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