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Auxiliar de Abel explica ‘treta’ com técnico do Guarani e escalação do Palmeiras

Assistente foi expulso após confusão com Matheus Costa, na reta final do empate do Verdão

João Martins se envolveu em confusão no jogo entre Palmeiras e Guarani

Auxiliar de Abel Ferreira, João Martins comandou o Palmeiras no empate com o Guarani para suprir a ausência do treinador — que estava suspenso — e se envolveu em confusão. O profissional explicou a briga que teve com Matheus Costa, técnico do Guarani.

Nos últimos minutos do segundo tempo, ambos foram expulsos. A razão foi a reclamação de Matheus Costa porque o Palmeiras não jogou a bola para fora para um atleta do Guarani ser atendido pelos médicos.

“Eu andava a fazer um esforço nestes 10 jogos, arranjei algumas estratégias, eu não tinha nenhum cartão. Existe uma ética. Nunca tivemos um problema com um banco do adversário. Nos desentendemos muito com o árbitro, mas nunca nos viram a ter problemas com o banco contrário. E o lance, o treinador xingou-me de tudo, por a nossa equipe ter jogado rápido. Se fosse agora outra vez, gostaria que eles tivessem feito o mesmo. Porque existe o árbitro, que decide quando interrompe o jogo”, iniciou João Martins, na Arena Barueri.

“Não tenho que pôr a bola fora, tenho que jogar. O jogador já estava de pé, como foi visto. Agora, faltar ao respeito, ofender e ter aquelas atitudes... Peço desculpa, mas eu tenho sangue quente e tenho os meus limites. Sei que depois passei dos limites e nada justifica isso, mas estou aqui para arcar com as consequências dos meus atos. Mas foi a primeira vez, tanto eu como o Abel, que tivemos um problema com o banco adversário, mas ser ofendido daquela maneira não”, acrescentou.

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Existia expectativas de o Palmeiras utilizar um time majoritariamente reserva, pois tinha classificação ao mata-mata garantida. Os titulares vinham de três partidas seguidas. Entretanto, muitos titulares atuaram, e João Martins explicou que a comissão optou por “correr riscos”.

"Às vezes temos que correr alguns riscos. Tivemos um jogo muito intenso na quinta-feira à noite. Um campo pesado, uma equipe dura, jogo muito difícil. Chegamos às 5 da manhã. O dia a seguir notou-se um cansaço, foram três jogos seguidos e naqueles jogadores notou-se um cansaço acima do normal. Ontem à tarde tivemos que tomar decisões. Por causa da maratona tivemos que correr alguns riscos”, explanou o auxiliar.

“Assumimos esse risco, partilhamos com os jogadores. Eles sabem que no futebol não dá para controlar tudo, mas tentar evitar ao máximo. Se acontecer, são situações de jogo. Temos um elenco grande e todos estão capacitados para jogar. Escolher os que achávamos que iam estar mais preparados para este jogo contra o Guarani”, concluiu.

O próximo jogo do Palmeiras será pelas quartas de final do Paulistão, contra o Capivariano, em data ainda a ser definida pela Federação Paulista de Futebol.

Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.
Mineiro de Barão de Cocais e jornalista graduado na Fumec. Passagens pela Rádio FUMEC e pelos portais FutebolNews, TechTudo e brasileirao.com.br. Apaixonado pelo bom futebol, por jogadas ensaiadas e grande defensor do “feijão com arroz”.

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