Sobis responde se Cruzeiro pode sonhar com título da Sul-Americana e manda recado
Rafael Sobis, ex-atacante do Cruzeiro, afirma que time precisa 'pegar casca' em grandes jogos, mas confia em chance de título para a Raposa

Ex-atacante do Cruzeiro, Rafael Sobis acredita que o time celeste possa sonhar com o título da Copa Sul-Americana neste ano. Classificado às quartas de final após eliminar o Boca Juniors, o time celeste agora terá o Libertad-PAR pela frente.
"Vamos torcer. Por que não o Cruzeiro (não poderia) chegar em uma final? (O clube) Está em um crescimento, mas dá para sonhar sim (com o título da Sul-Americana)", cravou Sobis, em entrevista exclusiva à Itatiaia.
Aposentado dos gramados desde o fim de 2021, Rafael Sobis esteve nesse domingo no estádio Beira-Rio. O ex-jogador acompanhou a vitória do Internacional por 1 a 0 sobre o Cruzeiro.
Para o ídolo celeste, que também é idolatrado pela torcida colorada, o Cruzeiro precisa pegar casca e seguir disputando partidas grandes no cenário internacional.
"Time ainda em construção, né. Cada jogador que vem, muita gente nem conhece, os caras vêm e encaixam de um jeito muito bom. São vários pontos, queira ou não, o Cruzeiro está voltando, tem que reacostumar a jogar jogos assim", opinou.
Time tem que pegar 'casca'
O Cruzeiro terminou a fase de grupos da Copa Sul-Americana com o primeiro lugar do Grupo B. O time se reforçou e é outro completamente diferente daquele que iniciou a competição. Nas oitavas de final, perdeu para o Boca Juniors no jogo de ida, na Bombonera, em Buenos Aires. Na partida de volta, venceu os argentino no tempo normal (2 a 1), e passou de fase nos pênaltis, com vitória por 5 a 4.
"Essa vitória (contra o Boca Juniors) mostra que (o Cruzeiro) está em um caminho bom. Lá o bicho pega (jogos fora de casa), os caras têm um jeito diferente de jogar, o Cruzeiro se adaptou bem, vi os dois jogos (contra o Boca). Também serve de aprendizado, fez 2 a 0, depois segurou, tomou o gol contra um time copeiro, jogando com um a mais. Ganhou nos pênaltis, mas se não vence, ia pesar o fato de jogar com um a mais", comentou, mandando um importante recado.
"Passou (de fase), que sirva de aprendizado, outras fases vão vindo (...) Falei com os meninos ontem (no sábado), eles viveram Libertadores, Ramiro já ganhou, Walace também. Isso pesa", disse, relembrando uma situação vivida em seu tempo de jogador no Internacional
"Quando eu estava no Inter em 2004, nosso time era só base, não tinha dinheiro para contratar, era outra época do futebol. Pegamos o Boca na Sul-Americana, aqui foi 0 a 0, lá tomamos 4 a 1. No ano seguinte, 2005, pegamos o Boca na Sul-Americana de novo, ganhamos aqui (Porto Alegre) 1 a 0, foi uma evolução maravilhosa. Tratamos isso como título, lá tomamos 4 a 2", relembrou.
"No ano seguinte ganhamos a Libertadores. Tudo serve como aprendizado. Raramente um time vai chegar em uma competição internacional e vai ganhar, mas vai crescendo, vai aprendendo a jogar. Cada estádio tem uma forma de jogar, cada país tem sua forma de jogar, tem altitude, outros não. É bom ver o Cruzeiro voltando a competir internacionalmente, isso é o principal", finalizou.
Retrospecto pelo Cruzeiro
Com a camisa cinco estrelas, Rafael Sobis marcou 37 gols em 177 partidas. Ao longo de cinco temporadas, o ex-atacante conquistou o Campeonato Mineiro (2018) e duas vezes a Copa do Brasil (2017 e 2018).
Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.
Emerson Pancieri é setorista do Cruzeiro na Rádio Itatiaia, onde atua desde 2016 e acumula coberturas especiais, como os Jogos Olímpicos de Paris. Graduou-se em Jornalismo pela Newton Paiva, em 2009. Passou também por Transamérica, O Tempo, Band News, Rádio Globo e CBN (onde foi setorista do Cruzeiro de 2012 a 2016 e cobriu o bicampeonato brasileiro 2013 e 2014, além da Copa do Mundo no Brasil).




