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Seabra analisa classificação do Cruzeiro e revela 'estudo especial' sobre o Boca

Treinador analisou lances da derrota do Cruzeiro no primeiro jogo para corrigir problemas antes da decisiva partida contra o Boca Juniors

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Seabra, técnico do Cruzeiro, analisou vitória celeste em cima do Boca Juniors • Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O técnico Fernando Seabra analisou a classificação do Cruzeiro equipe às quartas de final da Copa Sul-Americana, depois de vencer no tempo normal por 2 a 1, e fazer 5 a 4 nos pênaltis.



O treinador contou que estudou bastante o adversário após o jogo de ida, quando o Cruzeiro perdeu por 1 a 0, para corrigir os problemas detectados no tropeço celeste, na Argentina.

"Iniciamos com muita intensidade, de forma agressiva, na marcação. Sofremos no jogo de ida. O Advíncula e o Blanco tiveram muito tempo para dominar. Entre o domínio e o passe, os meias adversários conseguiam entre em linha de passe por dentro dos nossos laterais. Isso gerou muita dificuldade para nós no outro jogo", iniciou a explicação.

"Nós buscamos encurtar, mudamos a estrutura (do time) para tirar o tempo dessa distribuição deles (Boca Juniors) por fora, que eles fazem esse triângulo. Fomos felizes, o Lautaro foi muito rápido, muito agressivo nessa abordagem ao Advíncula, e ele acabou tendo que verticalizar individualizando, sem critério. O Romero roubou a bola e ele (Advíncula) fez a falta", disse, falando da expulsão do lateral da equipe argentina.

Aos 19 segundos de jogo, o árbitro Wilmar Roldan expulsou o lateral-direito Advíncula, do Boca, por um pisão no tornozelo do volante Lucas Romero. O argentino do Cruzeiro ficou caído no gramado e precisou ser atendido pelos médicos.

“Essa expulsão equilibrou, do ponto de vista energético, o jogo. Digo isso porque nós jogamos segunda-feira, com viagem, e o Boca Juniors jogou no domingo, em casa, e poupou nove titulares. Continuamos mais intensos, fizemos 2 a 0, tivemos muito perto de fazer o terceiro gol, mas continuamos atacando de forma muito rápida, muito vertical, e trabalhando a bola pouco de um lado pro outro”, analisou.

Vindo de uma sequência pesada de jogos em agosto, Seabra destacou que o adversário, pelo menos em relação ao intervalo do último jogo, teve mais tempo para descansar que o Cruzeiro.

O time celeste jogou na segunda-feira à noite, contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, o Boca Juniors entrou em campo no domingo, quando enfrentou o San Lorenzo, pelo Campeonato Argentino.

“A gente poderia ter feito isso para cansar o Boca Juniors quando conseguíssemos chegar ao campo de ataque. Mudar de corredor, usar os dois lados do campo, o adversário com um homem a menos, e quando roubasse a bola, eles estariam com menos energia e a gente descansaria com a bola", comentou.

"Continuamos na mesma intensidade defensiva, na mesma verticalidade ofensiva, uma hora nosso time abaixou um pouco a energia e o Boca Juniors conseguiu subir no campo de ataque”, frisou.

Agora, o Cruzeiro volta a focar no Campeonato Brasileiro. A equipe celeste terá dois jogos seguidos com o Internacional. Neste domingo, as equiipes se enfrentam às 19h (de Brasília), no estádio Beira-Rio, pela 24ª rodada. E na quarta-feira (28), em jogo adiado da quinta rodada, por causa das fortes chuvas no Rio Grande do Sul ainda no mês e maio, às 19h30, no Mineirão.

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Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.

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Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.

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