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Peso da camisa do Cruzeiro atrapalha jogadores, diz diretor

Paulo André, diretor interino de futebol, falou sobre a busca por maior regularidade do Cruzeiro na temporada

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Paulo André afirma que o Cruzeiro vai ter paciência para encontrar um novo diretor de futebol • Guilherme Piu/Itatiaia

Novo diretor interino de futebol do Cruzeiro, Paulo André comentou sobre o desempenho desportivo da equipe celeste nas últimas temporadas. Com a missão de gerir o departamento de futebol na vaga de Pedro Martins, que foi para o Vasco, o dirigente ressaltou que a pressão por resultados tem sido um "inimigo psicológico" dos jogadores na Toca II.

Décimo quarto colocado no Campeonato Brasileiro de 2023, o Cruzeiro lutou contra o rebaixamento na reta final do torneio. Projeção que não estava nos planos da diretoria para o último ano, mesmo com um elenco mais modesto que outros clubes.

Nesta temporada o time teve outros tropeços importantes, como a eliminação precoce na Copa do Brasil para o modesto Sousa-PB, além do vice-campeonato Mineiro para o Atlético.

"Eu brinco que, se o nosso time estivesse com outra camisa, teríamos feito muito mais pontos. A gente vai continuar sendo um time em construção até conseguir voltar a grandeza do Cruzeiro e dizer que vamos ter o objetivo de ser campeão. Há uma frustação pelo tempo de espera, mas entendemos que há uma normalidade. O crescimento oscila", analisou.

O Cruzeiro somou 47 pontos no Brasileirão do ano passado, quatro a mais do que o primeiro time da zona de rebaixamento, o Santos. Em 2023, fez mais investimentos no departamento de futebol do que em 2022.

Com isso, contratou jogadores em quem depositou muita expectativa, mas que acabaram não rendendo. Casos dos atacantes Wesley e Gilberto.

O primeiro teve 50% dos direitos econômicos adquiridos junto ao Palmeiras por R$ 16,5 milhões. O outro, mais experiente, com 34 anos, não foi "comprado", mas recebia um dos maiores salários do elenco. Ele rescindiu contrato no Al-Wasl, dos Emirados Árabes Unidos.

Na visão de Paulo André, a baixa média de idade do elenco colabora para que o Cruzeiro sofra com a irregularidade nas competições. Isso, aliado ao fato de o clube ter necessidade de controlar investimentos em contratações pela situação financeira ainda difícil.

"Não temos, no elenco, uma quantidade elevada de jogadores acima dos 30 anos. Temos premissas que embasam um clube que, com a receita que temos hoje, com os objetivos que temos, temos que traçar (...) Há uma distopia, que é o grande causador dessa diferença entre expectativa e realidade. Essa camisa é pesada para caramba. Aí você não consegue trazer jogadores que, muitas vezes, não consegue", finalizou.

O Cruzeiro enfrenta o Vitória neste domingo (28), às 16h (de Brasília), no Mineirão, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O time celeste é o 12º colocado com quatro pontos, enquanto o Rubro-Negro baiano é o 17º, apenas com um.

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Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.

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Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.

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Jornalista pela PUC Minas, Pedro Leite é repórter do portal Itatiaia Esporte. Tem experiência na cobertura diária de portais, redes sociais e jornal impresso. Apaixonado por futebol, já passou pelo Superesportes.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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