O que Pepa tem feito para melhorar ataque do Cruzeiro?
Lateral-esquerdo Marlon revela trabalho intenso de Pepa para melhorar parte ofensiva do Cruzeiro

A Era Pepa começou no Cruzeiro e, oficialmente, o treinador português ainda não sabe o que é vitória. Nos dois jogos oficiais do time celeste, contra o Náutico (Copa do Brasil) e Corinthians (Campeonato Brasileiro), a Raposa perdeu mostrando ineficiência ofensiva.
Em busca do primeiro resultado positivo contra o Grêmio, na segunda rodada do Campeonato Brasileiro, neste sábado, às 21h, no Independência, o treinador tenta melhorar o desempenho ofensivo com trabalhos específicos na Toca II.
“Nesses últimos treinamentos, o Pepa tem pegado muito os atacantes para treinar muitas finalizações. A gente sabe que ficamos aquém tanto na partida contra o Náutico como contra Corinthians, também nesse aspecto (ofensivo). Nó, laterais e os outros jogadores, somos os responsáveis por criar as situações de gol, não só para o Gilberto (centroavante), por criar situações (para todos os jogadores)”, explica Marlon, em entrevista à Mesa Redonda do Cruzeiro, na Itatiaia.
Ineficiência ofensiva
Contra o Corinthians, o Cruzeiro finalizou oito vezes no gol, com apenas duas finalizações certas no placar de 2 a 1 para os paulistas.
Já no duelo com o Náutico, perdido por 1 a 0 pelo Cruzeiro, a equipe de Pepa finalizou mais, mas ainda sem tanta eficiência: 15 chutes no gol, com 7 certas.
“Acho que estamos pecando nesse aspecto também. Eu como lateral, claro, obrigatoriamente, tenho que ter a noção de dar uma consistência defensiva, ter equilíbrio para o meu jogo. Eu converso bastante com o Gilberto, a gente treina para o lateral ou o jogador que for cruzar a bola para o atacante. Ele (autor do cruzamento) tem que saber os movimentos do atacante, ter uma boa leitura dos movimentos”, explica.
Responsabilidade pela falta de gols
Para Marlon, a ineficiência ofensiva do Cruzeiro não é um problema individual.
“A gente pode levantar esse fator de a bola não estar chegando ao Gilberto, é responsabilidade do Marlon, de outros jogadores que não estão propiciando boa condição dele finalizar. A gente conversa muito no dia a dia, isso está sendo muito trabalho, é uma exigência do Pepa”, falou.
“Acredito que a gente tenha que aprimorar nossa definição no último terço do campo para começar a ter mais situações de gol, e assim conseguir marcar. Seja o Gilberto ou o Henrique Dourado, quem estiver ali, possa nos ajudar com gols”, finalizou.
Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.
