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História mostra que mata-matas entre Cruzeiro e Náutico são equilibrados

Confronto da Copa do Brasil de 2023 surge como tira-teima num duelo em que cada clube venceu uma vez

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Cruzeiro e Náutico têm histórico parelho na Copa do Brasil
Cruzeiro e Náutico têm histórico parelho na Copa do Brasil • Staff Images / Cruzeiro

Um duro tira-teima. Essa é a definição da partida que o Cruzeiro disputa contra o Náutico nesta terça-feira (25), às 19h, no Independência, valendo vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Os pernambucanos entram em campo apoiados na vantagem de terem vencido a ida, nos Aflitos, por 1 a 0, o que lhes garante a vantagem do empate.

No apito final do paulista Luiz Flávio de Oliveira estará encerrado o terceiro mata-mata nacional entre os dois clubes e uma marca dos dois anteriores, em tempos bem distintos, foi a vida dura que os cruzeirenses tiveram.

Essa história começa numa das semifinais da Taça Brasil de 1967. Como campeão do ano anterior, o Cruzeiro já entrou nessa fase e encarou o Timbu. Venceu por 2 a 1, no Mineirão, perdeu por 3 a 0 o segundo jogo, na Ilha do Retiro, e o empate sem gols, no tempo normal e na prorrogação, também no estádio do Sport, deu a vaga aos pernambucanos, com o time de Tostão, Dirceu Lopes e companhia perdendo a chance de brigar com o Palmeiras, na decisão, pelo bicampeonato.

A vingança cruzeirense veio mais de 25 anos depois, na Copa do Brasil de 1993, quando os dois clubes se enfrentaram nas oitavas de final. Assim como agora, o Náutico fez 1 a 0 na ida, nos Aflitos. A volta, no Mineirão, foi dramática.

Com 26 minutos o Cruzeiro já vencia por 2 a 0, placar que lhe colocava nas quartas. Mas as expulsões de Marco Antônio Boiadeiro e Roberto Gaúcho, ainda na primeira etapa, transformaram a partida num drama.

Apesar do sofrimento, a Raposa segurou o 2 a 0 e avançou na campanha do seu primeiro título da Copa do Brasil, competição onde tem o recorde de taças, seis.

Esses dois exemplos servem demais para a partida desta terça-feira. A empolgação do torcedor pela boa atuação e a vitória sobre o Grêmio no último sábado (22) é justificável. Mas não entra em campo no Horto.

O Náutico vai se apoiar na vantagem, com certeza, e a tendência é de um jogo duro. O Cruzeiro é superior tecnicamente e já mostrou isso nos Aflitos, há duas semanas, mas em copas isso nem sempre é decisivo. As lições de 1967 e 1993 não podem ser desprezadas.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro