Durival Britto é fechado após confusão entre torcidas de Coritiba e Cruzeiro
Polícia Militar e Ministério Público do Paraná emitiram nota após a invasão e brigas entre torcidas durante Coritiba x Cruzeiro

O Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Polícia Militar (PM-PR) tomaram medidas drásticas e suspenderam o laudo de segurança do estádio Durival Britto, após as cenas de violência durante a partida entre Coritiba e Cruzeiro, no último sábado (11), pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Em nota conjunta, MPPR e PM-PR informaram sobre o fechamento do estádio.
"Por medida cautelar, levando em conta os danos estruturais causados pelo fato, a PMPR suspendeu de imediato o laudo de segurança para a utilização do espaço até que suas condições de segurança e utilização sejam reavaliadas. A PMPR ainda deliberou que, de agora em diante, quando houver qualquer situação de violência com danos nos estádios no estado, este laudo de segurança será suspenso", diz parte da nota.
A nota ainda informa que uma bomba de fabricação caseira foi encontrada nas dependências do estádio, o que justificou o acionamento do esquadrão antibombas.
"Além da questão de danos no estádio, a suspensão foi motivada pela localização de um artefato improvisado (bomba caseira), situação que demandou inclusive a presença do esquadrão antibombas da PMPR no local", informou.
Além do fechamento do Durival Britto, que não é a casa do Coritiba, mas foi usado pela indisponibilidade do Couto Pereira, alugado para o show da banda norte-americana Red Hot Chili Peppers, a nota dos órgãos de segurança informaram sobre proibição à torcida do Coxa.
"De forma administrativa, a PMPR, com apoio do MPPR e seguindo as indicações da Lei Geral do Esporte, determinou que a torcida organizada Império, para evitar atos de violência, está impedida de adentrar os estádios no Paraná com vestimentas que a identifiquem, bem como portando materiais como mastros e baterias. No caso das torcidas organizadas do Cruzeiro, os fatos estão sendo encaminhados para providências do Ministério Público do Estado de Minas Gerais."
Coritiba e Cruzeiro devem ser punidos preventivamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). As equipes devem jogar com portões fechados por 30 dias, antes mesmo de acontecer o julgamento pelos incidentes do jogo.
Confusão e violência no estádio
Assim que o Coritiba abriu o placar, já nos minutos finais do jogo, dezenas de torcedores do Cruzeiro invadiram o gramado do estádio. A partir deste momento, os torcedores do clube mandante também conseguiram entrar no campo de jogo.
As duas organizadas entraram em confronto generalizado, que só foi paralisada após a polícia conseguir entrar no gramado. Balas de borracha e bombas de efeito moral foram utilizadas.
As torcidas de Cruzeiro e Coritiba são historicamente rivais. A principal organizada do clube celeste é aliada dos grupos ligados do Athletico-PR, assim como as organizadas do Atlético são aliadas aos torcedores do Coritiba.
Leia a nota dos órgãos de segurança do Paraná
A propósito dos incidentes envolvendo as torcidas organizadas dos times Coritiba Foot Ball Club e Cruzeiro Esporte Clube, ocorridos no domingo, 12 de novembro, no Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba, a Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa ao Consumidor da capital, comunicam que:
- De forma administrativa, a PMPR, com apoio do MPPR e seguindo as indicações da Lei Geral do Esporte, determinou que a torcida organizada Império, para evitar atos de violência, está impedida de adentrar os estádios no Paraná com vestimentas que a identifiquem, bem como portando materiais como mastros e baterias. No caso das torcidas organizadas do Cruzeiro, os fatos estão sendo encaminhados para providências do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.
- Por medida cautelar, levando em conta os danos estruturais causados pelo fato, a PMPR suspendeu de imediato o laudo de segurança para a utilização do espaço até que suas condições de segurança e utilização sejam reavaliadas. A PMPR ainda deliberou que, de agora em diante, quando houver qualquer situação de violência com danos nos estádios no estado, este laudo de segurança será suspenso.
- Além da questão de danos no estádio, a suspensão foi motivada pela localização de um artefato improvisado (bomba caseira), situação que demandou inclusive a presença do esquadrão antibombas da PMPR no local.
- O MPPR instaurou hoje inquérito civil em relação à torcida organizada Império e ao Coritiba Foot Ball Club para a devida apuração de responsabilidades.
- Por conta de situações de violência ocorridas em jogos anteriores, em julho deste ano, de forma administrativa, o MPPR já havia deliberado pelo afastamento da Império dos jogos por três meses. No entendimento da Promotoria, os novos fatos demonstram que a questão agora deve passar a uma análise do Judiciário, notadamente quanto a um possível afastamento da organizada dos estádios, conforme os dispositivos indicados pela Lei Geral do Esporte, o que pode levar ao afastamento de eventos esportivos por até 5 anos.
- Representantes da Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe), da Polícia Civil, também participam da apuração dos fatos e já estão tratando da identificação de todos os envolvidos dos confrontos para a devida responsabilização individual de cada um.
Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.
