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Desafio de Pepa é conseguir o alcançado por Celso Roth na Toca II em 2012

Treinador português chega com o objetivo de evitar que o Cruzeiro sofra na Série A 2023

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Pepa foi confirmado como novo técnico do Cruzeiro nesta quarta (22)
Pepa foi confirmado como novo técnico do Cruzeiro nesta quarta  • Itatiaia

A chegada de Pepa ao Cruzeiro neste 2023 para substituir Paulo Pezzolano se assemelha muito ao que o clube viveu há 11 anos, quando também foi eliminado pelo América em uma semifinal do Campeonato Mineiro com duas derrotas e viveu a troca de comando, com o hoje americano Vágner Mancini deixando a Toca da Raposa II.

Naquela oportunidade, quem chegou foi Celso Roth, com a reprovação de grande parte da torcida. O temor era o rebaixamento, que não se concretizou por pouco no ano anterior, graças à famosa goleada de 6 a 1 sobre o Atlético na última rodada.

O Cruzeiro, no início da competição, chegou a liderar o Brasileirão 2012, depois oscilou, chegou a correr risco de queda, se recuperou na reta final e alcançou um improvável nono lugar pelo cenário vivido no clube durante o Estadual.

O torcedor não guarda num lugar especial essa passagem de Celso Roth pela Toca II. Mas é justamente este trabalho o exemplo que deve seguir Pepa no enorme desafio que terá pela frente na Série A de 2023.

Dificilmente deixará de ser sofrido o processo. Mas é fundamental ter a exata noção de que a maioria dos adversários precisa ser encarada como favoritos, pois poucos integrantes da primeira divisão nacional contam com menos qualidade técnica numa comparação com a Raposa.

Naquele 2012, veteranos como Ceará, Tinga e Borges tiveram papel fundamental. A qualidade não era alta, embora o Cruzeiro de Celso Roth tivesse peças como Montillo e Fábio, mas o time soube jogar dentro das suas limitações. E o nono lugar conquistado foi surpreendente diante da expectativa.

Pepa precisa conseguir fazer jogar os experientes que tem à disposição, como Ramiro, Nikão e Gilberto. Fazer deles referência, reforçar o sistema defensivo e jogar como quem briga contra o rebaixamento. A camisa é enorme, mas o objetivo é modesto diante da tradição cruzeirense no Brasileirão. De toda forma, com o torcedor ao lado, o processo será sem dúvida mais fácil.

Por isso, se em 2022 o Cruzeiro era uma torcida que tinha um time, em 2023 essa parceria é fundamental, com a certeza de que o objetivo é pelo menos o 16º lugar, sendo o nono de 2012, com Celso Roth, praticamente um título.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro

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