Belo Horizonte
Itatiaia

Cruzeiro: Raposão 'rouba a cena' e vira maestro de orquestra no Mineirão

Mascote do Cruzeiro aproveitou execução do Hino Nacional para imitar maestro da banda Polícia Militar

Por
Raposão, mascote do Cruzeiro, participou da execução do Hino Nacional antes de jogo do Cruzeiro, no Mineirão • Guilherme Piu

O Raposão deu mais um show de criatividade no Mineirão. Antes da partida contra o Atlético-GO, na manhã deste domingo (1º), na 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o mascote do Cruzeiro "virou" maestro de orquestra.

Durante o Hino Nacional Brasileiro, executado pela banda da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o Raposão imitou o maestro da orquestra da PM, que fazia participação especial no estádio.

Enquanto o maestro coordenava cada execução dos instrumentos, o Raposão brincava com o gestual, levantando e abaixando o braço. A atuação da mascote agitou os torcedores que acompanhavam o momento.

Enquanto o Raposão brincava com o maestro, o Raposinho, seu fiel escudeiro, acompanhava a execução do hino nacional ao lado dos integrantes da banda da Polícia Militar.

O Raposão

Um dos principais mascotes do futebol brasileiro, o Raposão comemorou 21 anos no dia 23 de abril de 2024. Ideia das mais originais concebidas pelo departamento de marketing do Cruzeiro, o personagem coleciona histórias de sucesso.

Criado em 2003 pelo publicitário Paulo Nélio, à época diretor de marketing do Cruzeiro, o Raposão nasceu em um dos anos mais gloriosos da história cruzeirense: na temporada que o clube conquistou o Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

Nascimento do Raposão

O Raposão estreou em um jogo do Cruzeiro no dia 23 de março de 2003, na 12ª rodada do Campeonato Mineiro, na vitória cruzeirense por 4 a 0 sobre o Tupi.

Marca da Tríplice Coroa

Impulsionado pelo ano marcado pela Tríplice Coroa, o Raposão se tornou uma marca daquele ano, ganhando notoriedade e destaque na torcida celeste.

Rapel e tirolesa no Mineirão

Em 2007, o Raposão ‘radicalizou’ no Mineirão, com duas aparições surpreendentes: uma vez de tirolesa, saindo da cobertura do estádio diretamente para o gramado, e a outra de Rapel, quando se dependurou em uma corda e se juntou à Máfia Azul, maior torcida organizada do clube.

Nascimento do Raposinho

O Raposão ganhou o seu primeiro companheiro em 2008. O Raposinho foi criado para acompanhar o mascote principal nos jogos do Cruzeiro. Desde então, a dupla faz muito sucesso.

Raposão contra a dengue

O Raposão, além de entretenimento, ajuda também em questões sociais. Em 2008, antes de um clássico contra o Atlético, ele participou de uma campanha contra a dengue. À época, houve uma encenação no gramado com o fumacê contra o mosquito aedes aegypti. O Cruzeiro venceu o rival Atlético por 5 a 0 e encaminhou o título do Campeonato Mineiro.

De helicóptero no Mineirão

Antes do jogo de volta na final do Mineiro de 2008, o Raposão chegou ao gramado do Mineirão de helicóptero. O Cruzeiro venceu o jogo por 1 a 0 e sacramentou o título naquela temporada.

Roger rouba a cabeça do Raposão

Em sua estreia com a camisa do Cruzeiro, o meia Roger, logo em um clássico com o Atlético, em 2010, fez um gol na vitória celeste por 3 a 1 e comemorou com a cabeça do Raposão. O lance é um dos mais emblemáticos até hoje na história da mascote.

Bloco de Carnaval

Criado em 2012, o Bloco Raposão embala os Carnavais de São João del-Rei há 11 anos. O grupo é considerado o maior bloco do Cruzeiro em todo o Brasil.

Corrida de rua

Em novembro de 2012, Raposão e Raposinho participaram da 2ª Corrida do Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Raposão DJ

Em 2013, Raposão e Raposinho interagiram pela primeira vez com um DJ. Foi antes do jogo contra o Atlético-GO, pela Copa do Brasil. Na ocasião, houve interação com o Dj ‘The Rio Mansion’.

Em 2014, o famoso DJ francês Bob Sinclair, do hit “Love Generation”, esteve no Mineirão antes de uma partida do Cruzeiro e interagiu com a dupla de mascotes celestes.

Em 2022, Raposão se incorporou DJ junto com Ronald, filho de Ronaldo Fenômeno, que trabalha com música e homenageou o pai, que fazia aniversário, no jogo contra o Vasco, válido pela Série B.

Raposão de limousine

Em 2014, após as conquistas do Campeonato Mineiro e da Superliga Masculina de Vôlei, o Raposão chegou ao Gigante da Pampulha de limousine.

Ações em hospitais e com jovem torcedor

Em 18 de outubro de 2015, o torcedor Matheus Oliveira (Matheusinho), de seis anos, entrou em campo com o atacante Willian Bigode e Raposão e foi saudado pela Nação Azul. O garoto é cego e precisava fazer um transporte de intestino nos Estados Unidos.

Desde a criação, o Raposão e, na sequência, o Raposinho, são utilizados pelo clube em visitas a hospitais infantis, especialmente no combate ao câncer.

Festas e casamentos

Além de ações em hospitais, os mascotes também são frequentemente convidados e contratados para participar de festas e casamentos.

Mascotes ganharam rede social

Para promover a campanha de arrecadação de fundos para o menino Matheusinho, em 2015, o Cruzeiro criou um perfil para os mascotes no Instagram. Atualmente, a conta possui mais de 242 mil seguidores.

Raposinho dança break

Em julho de 2016, o Raposinho fez o famoso ‘breakdance’ em frente aos atacantes Rafael Sobis e Ramón Ábila, novos reforços do Cruzeiro.

Raposão e Urubu juntos

Em 2017, antes da final da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Flamengo, os mascotes Raposão e Urubu se encontraram no Mercado Central, em Belo Horizonte.

Raposona Salomé

Inspirada em Salomé, torcedora-símbolo do Cruzeiro que morreu em 2019, o clube criou a mascote Raposona Salomé, em 10 de junho de 2020. O personagem saiu de cena tempos depois.

Raposinho de pernas para o ar

Após uma vitória do Cruzeiro na Série B, no Mineirão, Raposinho fez conhecida “saudação viking” de cabeça para baixo e com as pernas para o ar. A cena ganhou a internet e foi comentada entre os torcedores nas redes sociais.

Raposinho dança ‘sem fantasia’

Em setembro do ano passado, o Raposinho aproveitou a festa do acesso e do título da Série B, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, para dançar sem a fantasia. Na ocasião, o mascotinho chamou a atenção do público com vários passinhos ao lado do elenco.

Repaginação

O Cruzeiro anunciou a primeira grande repaginação visual do Raposão e do Raposinho no ano passado. Para o novo projeto, o Cruzeiro buscou referências no mascote original criado pelo cartunista Mangabeira, em 1945.

O novo Raposão foi inspirado em uma raposa-vermelha, de pelagem dourada-alaranjada e o Raposinho em uma raposa-anã, com pelos mais escuros. Os mascotes foram desenhados pelo artista mineiro Camaleão.

Inicialmente, o lançamento dos novos mascotes gerou enorme polêmica. É que em um primeiro momento não houve, por parte do clube, uma consulta com a torcida sobre a mudança.

Por

Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais