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Cruzeiro: Rafael Cabral revela como ficou o clima no vestiário após vexame no Mineirão

Camisa 1 do Cruzeiro reconheceu falha em segundo gol do Alianza-COL, no empate em 3 a 3 com o Cruzeiro, no Mineirão

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Rafael Cabral foi vaiado e xingado pelo torcedor do Cruzeiro no empate com o Alianza-COL, na Copa Sul-Americana • Cris Mattos/Cruzeiro

O goleiro Rafael Cabral foi alvo de muita crítica por parte da torcida durante o empate do Cruzeiro em 3 a 3 com o Alianza-COL, no Mineirão, pela segunda rodada do Grupo B do Campeonato Brasileiro.

O camisa 1 revelou como ficou o clima no vestiário após o empate, que teve gosto de derrota, com os colombianos.

"Um vestiário ruim, porque a vitória estava nas nossas mãos. Se encaminhava para um jogo tranquilo, se encaminhava para ganharmos bem, facilmente por mérito nosso. Por isso assumo toda a responsabilidade", fez a autocrítica.

O Cruzeiro fez 3 a 0 no Alianza-COL ainda quando o relógio marcava 18 minutos do primeiro tempo. O placar elástico com pouco tempo de jogo fez o torcedor imaginar que a noite seria de goleada no Mineirão.

O que parecia ser uma vitória muito tranquila, acabou virando um pesadelo enorme. Com direito ao empate do Alianza-COL e falha técnica importante de Rafael Cabral aos 33 minuto do segundo tempo.

"A reponsabilidade foi minha, não posso nunca tomar um segundo gol como tomei, foi uma falha técnica. Assumo a responsabilidade, repito, peço perdão aos meus jogadores e ao torcedor. A palavra não vai mudar nada, o que tenho que fazer é trabalhar", analisou.

Cabral foi um dos maiores alvos da torcida no jogo contra o Alianza-COL. Toda vez que o goleiro encostava na bola, muitas vaias surgiam nas arquibancadas.

Houve quem gritou alto o nome de Anderson, goleiro reserva do Cruzeiro. Bem como quem xingou bastante e gritou: "Rafael, vai se f*, o meu Cruzeiro não precisa de você".

O próximo jogo do Cruzeiro está marcado para domingo (14), às 17h (de Brasília), contra o Botafogo, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

“Sinceramente, ninguém quer ser vaiado pela própria torcida, mas, ao mesmo tempo, tenho a autocrítica de reconhecer que não posso nunca tomar um gol que tomei hoje. Prejudiquei a equipe. A equipe vinha bem, construiu um resultado, tinha tudo para fazer uma vitória mais larga. Realmente, o segundo gol acabou prejudicando mentalmente toda a equipe e gerando no estádio um ambiente ainda pior”, avaliou o goleiro.

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Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.

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