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Cruzeiro: Pepa explica preferência por adaptação ao contexto dos times

Novo técnico da Raposa comparou “ideias fixas de jogo” com adaptação à realidade de cada time

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Pepa foi anunciado nesta segunda-feira (20) como novo técnico do Cruzeiro
Pepa foi anunciado nesta segunda-feira  • Reprodução/Instagram

O técnico português Pepa foi anunciado nesta segunda-feira (20) pelo Cruzeiro, substituindo Paulo Pezzolano. Aos 42 anos, Pedro Miguel Marques da Costa Filipe, ou “Pepa”, tem cerca de dez anos de experiência como técnico no futebol profissional, e já coleciona experiências que mudaram o jeito de comandar os times.

Em setembro do ano passado, quando era comandante do Al Tai, da Arábia Saudita, Pepa concedeu entrevista ao quadro The Pitch Invaders, do Footure. Questionado sobre as filosofias de jogo, ele comparou trabalhos com “ideias prontas de jogo” ao fato de se adaptar ao contexto dos jogadores.

“Às vezes, dizemos preferir morrer com as ideias. Compreendo essa frase, mas prefiro viver que morrer. Gosto muito das minhas ideias, vou defendê-las sempre, mas tenho que respeitar muito o jogador e perceber o contexto onde estou inserido. Se não, vou castrar e limitar o jogador, e não tirar o melhor dele em determinado sistema, contexto ou país”, contou.

O novo técnico do Cruzeiro exemplificou com a própria experiência. No começo da carreira, Pepa se dizia muito fechado com as ideias próprias, mas começou a ver problemas por não ter jogadores que cumpririam tais ideias. A solução foi a adaptação ao material humano.

“Mais do que satisfação pessoal do treinador Pepa, é o prazer dos jogadores em campo em potencializar ao máximo suas capacidades”, explicou. Chegando à Arábia Saudita, o português contou que teve que se adaptar a novos conceitos, levando em conta também a cultura local – horários para treinamentos e refeições são exemplos. Se quisesse mudar isso, ele afirma que não duraria 15 dias, e reforçou a capacidade de adaptação ao contexto para tirar o máximo dos jogadores.

“A forma como nós passamos a ideia, a mensagem, como o jogador gosta de ser tratado. Coerência é diferente de Justiça, porque o jogador vai se achar sempre injustiçado quando não joga. Mas a coerência na decisão do treinador é meio caminho andado”, completou.

Pepa acredita que, quando o treinador passa mensagens que não deixam dúvidas, “com competência, com um caminho, um rumo, os jogadores acreditam e é muito mais fácil trabalhar nesse contexto”.

Veja a entrevista completa do técnico português ao Footure:


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Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.