Cabe um camisa 10 clássico no Cruzeiro? Pepa responde a sócio
Técnico português da Raposa comentou sobre o estilo de jogo na chegada a Belo Horizonte

Novo comandante do Cruzeiro, o técnico Pepa respondeu quatro perguntas de sócios-torcedores após desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, nessa quarta (22).
Em uma delas, o português comentou sobre a não utilização de um 10 clássico, mas afirmou que pode mudar de ideia ao longo da temporada.
"Não tenho nada fechado, não tenho e nem posso ter. Acima de tudo, tenho que conhecer os jogadores para aí, sim, potencializar a equipe ao máximo dentro da estrutura. Não tenho jogado com um camisa 10 clássico nos últimos tempos, mas a dinâmica é de muita alegria dentro de campo, muita intensidade e esse é o nosso objetivo", ponderou.
Preferência por dois meias
Em entrevista ao Footure, em setembro do ano passado, Pepa comentou que prefere jogar com dois meias. O treinador também falou que, normalmente, um deles fica posicionado mais à frente em relação ao companheiro.
"Em vez de ter um 10 clássico, gosto de jogar com dois meias por dentro. Gosto mais desta forma, porque confunde um pouco mais o adversário. Em vez de ter um 10 garantido, são dois que aparecem entre as linhas e próximos dos pontas de lança. Gosto de ter sempre um dos dois mais à frente ou os dois ao mesmo tempo e evito que um deles venha buscar a bola. Se o meia pela esquerda estiver baixo [em uma linha mais baixa], teremos um meia pela direita mais subido [à frente]", explicou.
Libertadores ou Sul-Americana
Já em Belo Horizonte, Pepa também afirmou que o Cruzeiro 'terá que atingir competições internacionais' em 2023. O português projetou a campanha da Raposa no Campeonato Brasileiro e disse que o clube não poderá 'olhar para baixo' na tabela.
"Acredito muito no trabalho. Se tivermos um olhar para baixo e a pensar coisas pequenas, nunca vamos fazer coisas grandes. A história do clube não deixa olhar para baixo. Temos que atingir competições internacionais, olhar para cima. Não tem problema nenhum se temos menos dinheiro, o que joga é trabalho, organização e intensidade. Acredito muito nos jogadores", concluiu.
Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.



