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Analista português faz 'raio X' de Pepa, técnico do Cruzeiro; veja detalhes

A pedido da Itatiaia, analista de desempenho português Rui Sousa, ex-América, destacou as características mais marcantes do novo treinador do Cruzeiro

Por e 
Pepa teve perfil traçado por analista de desempenho português
Pepa teve perfil traçado por analista de desempenho português • Pepa/Instagram/reprodução

Qual o estilo de jogo preferido de Pepa, novo técnico do Cruzeiro? Como ele compõe defesa, meio-campo e ataque? Qual a postura dos seus times com e sem a bola? Como ele se comporta na beira do campo durante as partidas? A pedido da Itatiaia, o analista de desempenho português Rui Sousa, com passagem pelo América entre 2016 e 2018, respondeu a essas e outras perguntas sobre o compatriota que assumirá o comando celeste oficialmente nesta quinta-feira (23).


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Rui Sousa trabalhou recentemente no Famalicão e no Farense, de Portugal. Em algumas ocasiões, montou estratégias para enfrentar Tondela, Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães, clubes dirigidos por Pepa.

“Enfrentei o Pepa em algumas ocasiões, e os times dele são sempre muito bem organizados e compactos. O que mais destaco é a estratégia que ele colocava em jogo. Ou seja, para cada partida, os times deles tinham o mesmo modelo de jogo, jogavam da mesma forma, mas tinham algumas nuances de acordo com o adversário. Ou seja, encaixava sempre na estratégia tática”, citou o analista.

Pepa prefere o 4-3-3

Pepa é entusiasta do esquema 4-3-3, com um homem de maior contenção no meio-campo. “Ele utiliza um primeiro volante e depois dois meias à frente. No ataque, dois extremos e um centroavante. Mas, sem bola, é uma equipe que se organiza num 4-4-2. Pressiona com dois homens na frente e às vezes varia a dinâmica defensiva, usando os três da frente. Ele tem um bom conhecimento do jogo em termos de pressionar e como pressionar. Sabe fazer isso. As equipes dele exercem forte pressão sobre o adversário na saída de bola”, destacou Sousa.

Linhas altas

De acordo com o analista português, Pepa gosta de posicionar o time com linhas altas. O cruzeirense já deve se acostumar com uma defesa mais adiantada.

“As equipes dele gostam de condicionar o adversário, isso é um fato, e jogam com linha alta. Normalmente são equipes compactas, que gostam de controlar a profundidade com blocos altos. A linha defensiva vai estar sempre subida, com certeza. Uma equipe subida significa equipes que pressionam. E as equipes do Pepa sempre são equipes que pressionam a saída de bola do adversário”.

“Com a bola, o time do Pepa gosta de jogar no último terço e de verticalizar o seu jogo”, acrescentou Rui Sousa.

Revelação de talentos

Pepa ainda se notabilizou em Portugal por dar chances a jogadores jovens. “No último trabalho dele, no Vitória de Guimarães, ele teve por razões orçamentárias que apostar muito em jogadores da equipe B. E hoje são esses jogadores que são destaque no Vitória de Guimarães, clube que tem a quarta maior torcida de Portugal. Portanto, esse talvez foi o maior expoente entre os clubes treinados por ele. É um clube com uma  torcida apaixonada, que cobra bastante”.

Comportamento na beira do campo

No Brasil, o torcedor se acostumou a ver técnicos portugueses com comportamentos bem diferentes na beira do campo. Abel Ferreira, do Palmeiras, por exemplo, é bastante emocional e quase sempre se desentende com a arbitragem. Por sua vez, Luís Castro, do Botafogo, é calmo e sereno.

Rui Sousa aponta Pepa como um treinador emocional e intenso durante os jogos. “Pepa é muito mais temperamental, mais ativo. Passa entusiasmo do que é o seu jogo. É um treinador entusiasmado na beira do gramado”, enfatizou.

Bola parada

Pepa também costuma montar estratégias para surpreender seus adversários nas jogadas ensaiadas. “É um treinador que trabalha muitíssimo bem a bola parada. É uma característica de suas equipes”.

Um raio X do estilo de Pepa, técnico do Cruzeiro

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Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.

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Gerente de Jornalismo e Esporte Digital da Itatiaia. Construiu sua carreira no jornalismo online, desde 2000. Grande experiência como repórter, editor-chefe e coordenador. Na Itatiaia, ajudou a criar o projeto digital Itatiaia Esporte (portal e redes). Antes, passou por Superesportes, Estado de Minas, TV Alterosa, Veja BH e Canal 23.

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Emerson Pancieri é setorista do Cruzeiro na Rádio Itatiaia, onde atua desde 2016 e acumula coberturas especiais, como os Jogos Olímpicos de Paris. Graduou-se em Jornalismo pela Newton Paiva, em 2009. Passou também por Transamérica, O Tempo, Band News, Rádio Globo e CBN (onde foi setorista do Cruzeiro de 2012 a 2016 e cobriu o bicampeonato brasileiro 2013 e 2014, além da Copa do Mundo no Brasil).

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