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'São Victor' relembra sinais que Atlético recebeu até conquista da Libertadores

O Atlético comemora 10 anos da conquista da Libertadores nesta segunda (24); Victor relembra momentos cruciais até o título

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Victor fez 424 partidas pelo Atlético e se tornou 'Santo' na Libertadores de 2013
Victor fez 424 partidas pelo Atlético e se tornou 'Santo' na Libertadores de 2013 • Bruno Cantini/Atlético

Nesta segunda-feira (24), o Atlético comemora 10 anos do título internacional mais importante de sua história. Em 24 de julho de 2013, o Alvinegro entrava em campo com a missão de despachar o Olímpia para levantar o caneco da Libertadores. Nem a derrota por 2 a 0 no Paraguai, na partida de ida, fez time e torcida desanimarem do sonho. E deu certo!


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Responsável por parar os atacantes adversários, o ex-goleiro Victor teve papel fundamental naquele ano. Vivendo o auge da carreira, o paulista entrou de vez para a história em 30 de maio, ao eternizar o 'Dia de São Victor'.

Na ocasião, ele defendeu pênalti do colombiano Duvier Riasco, que eliminou o Tijuana, do México, nas quartas de final. A defesa, já nos acréscimos, virou até música da torcida atleticana.

O confronto disputado na Arena Independência também foi marcado pela 'noite das máscaras'. Para assustar os adversários, os torcedores vestiram fantasia do filme 'Pânico'; porém, quase viram 'o feitiço virar contra o feiticeiro'.

"Fomos jogar lá no México naquele gramado horroroso, num jogo difícil no qual perdíamos por 2 a 0. Fizemos dois gols incomuns, um com Ronaldinho e outro com Luan. Trouxemos o empate para casa com a certeza de que a classificação viria, pois sabíamos da nossa força no Horto. Mas não foi bem assim. Tomamos um gol no início e não conseguimos nos achar. Réver empatou e depois controlamos o jogo", relembrou Victor durante participação no programa Mesa Redonda, da Itatiaia.

"Num lance isolado saiu o pênalti. Foi uma virada de chave para o Atlético, não só na competição, mas também naqueles anos de dificuldades que o clube passou, onde a sorte não caminhava junto. Depois tivemos outros sinais (de campeão), na reversão de resultado contra o Newell´s, com o apagão das luzes (no Horto), na escorrada do Ferreyra (do Olímpia) na final, por exemplo. É preciso competência no futebol, mas em alguns momentos é preciso sorte", foi além.

Victor pelo Atlético

Atuando como gerente de futebol do Atlético desde 2021, Victor se tornou um dos maiores goleiros da história do clube. Contratado junto ao Grêmio, em 2012, ele chegou e não largou a titularidade.

Em 424 jogos disputados pelo Alvinegro, 'São Victor' conquistou 205 vitórias, 109 empates e teve outras 110 derrotas. Ele foi pentacampeão mineiro (2013, 15, 17, 20 e 21), campeão da Libertadores, da Copa do Brasil e também da Recopa Sul-americana.


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Maior renda da história

A partida entre Atlético x Olímpia, disputada no Mineirão, entrou para a história do futebol brasileiro. Os R$ 14.176.146 de renda até hoje não foram superados em nenhum outro confronto entre clubes no país.

Na ocasião, o Gigante da Pampulha recebeu 56.557 pagantes para o confronto decisivo do torneio mais importante da América do Sul. Ao todo, 58.620 pessoas marcaram presença e viram o Galo dar a volta olímpica.

Ficha do jogo:
ATLÉTICO-MG 2 (4)  X (3) 0 OLIMPIA

ATLÉTICO:

Victor; Michel (Alecsandro), Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre (Rosinei), Josué, Tardelli e Ronaldinho; Bernard e Jô. Técnico: Cuca

OLÍMPIA:

Martín Silva; Manzur, Miranda e Candia; Alejandro Silva (Giménez), Mazacotte, Aranda, Pittoni e Benítez; Salgueiro (Baez) e Bareiro (Ferreyra). Técnico: Ever Hugo Almeida

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de julho de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)

Árbitro: Wimar Roldan (COL)
Assistentes: Humberto Clavijo e Eduardo Ruiz (ambos da Colômbia)

Cartões Amarelos: Bernard, Luan (Atlético), Salgueiro, Martín Silva, Ferreyra, Giménez e Benítez (Olímpia)

Cartão Vermelho: Manzur

Gols: Jô, a 1, e Leonardo Silva, aos 40 minutos do segundo tempo (CAM)

Público: 56.557 pagantes
Renda: R$ 14.176.146,00

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Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).

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