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Rodrigo Caetano lamenta trocas de treinadores no Atlético: 'Deixam marcas'

Diretor de futebol se despediu do Alvinegro, onde chegou em 2021; ex-goleiro do Galo, Victor Bagy assumiu o cargo

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Rodrigo Caetano lamenta troca de técnicos no Atlético • Reprodução/GaloTV

Rodrigo Caetano se despediu do Atlético nesta quarta-feira (21), em entrevista coletiva realizada na Arena MRV. Mesmo com passagem vitoriosa, o ex-diretor de futebol lamentou as trocas de treinadores no período em que esteve no clube.

“Nunca é bom trocar treinador. Mesmo 2021 quando nós ganhamos, fiquei dois meses com o Sampaoli. O Cuca não continuou, buscamos o Turco, e talvez por uma pressão externa você troca o treinador, e retornamos com o Cuca", relembrou.

Caetano também reforçou que, além da escolha do novo comandante, é necessário ter cautela para que os treinadores possam dar sequência ao projeto.

"Essas trocas deixam marcas no processo de trabalho. Talvez lutar cada vez mais pela continuidade seja mais assertivo, porém você tem que escolher bem o técnico para que ele justifique a continuidade”, completou.

Rodrigo Caetano na CBF

Rodrigo Caetano chegou à CBF para substituir Juninho Paulista. Em janeiro de 2023, o ex-jogador deixou a entidade, pouco depois da Copa do Mundo de 2022, no Catar, junto com a comissão técnica de Tite.

Na CBF, Juninho Paulista trabalhou como coordenador da Seleção Brasileira masculina principal entre agosto de 2019 e janeiro de 2023, como substituto de Edu Gaspar.

Desde 2021 no Atlético, Rodrigo Caetano viu a equipe conquistar seis títulos: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Supercopa do Brasil e três edições do Campeonato Mineiro.

O executivo, de 53 anos, tinha contrato com o Atlético até o fim de 2026. O diretor foi alvo de outros clubes, como o Corinthians, recentemente, mas o Galo conseguiu mantê-lo.

Por que Caetano deixou o Atlético?

Rodrigo Caetano explicou que a oportunidade de estar na Seleção Brasileira é, a princípio, única na carreira de um profissional. Para ele, a forma como o Galo trata os seus funcionários é muito especial. Por esse motivo, sua saída se tornou ainda mais difícil antes de assumir o cargo na CBF.

"Claro que as conquistas. Isso aproxima demais, fideliza o torcedor. Mas a forma como eu fui acarinhado. O Galo tem, dentre muitos patrimônios, a sua torcida, a Arena, a Cidade do Galo. Ele tem um patrimônio, que são os seus funcionários. Muitas vezes, trabalham de forma invisível, mas com afinco e uma dedicação que vi em poucos”, explicou o ex-diretor de futebol.

Victor Bagy assume como diretor de futebol do Atlético

Victor Bagy, goleiro e ídolo histórico do Alvinegro, foi apresentado nessa terça-feira (20) como novo diretor de futebol do Atlético.

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Jornalista em formação na UFMG. Apaixonado por futebol e esportes em geral.

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