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Narrador do Grupo Globo faz constatação sobre Atlético após derrota: 'Aprendeu a lição'

Em análise publicada nas redes sociais, Jorge Iggor relembrou os riscos enfrentados pelo Galo nas últimas temporadas e destacou a postura adotada diante do Rubro-Negro na reta decisiva de 2026

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Victor Hugo e Maycon em ação pelo Atlético contra o Flamengo no Maracanã
Victor Hugo e Maycon em ação pelo Atlético contra o Flamengo no Maracanã • Pedro Souza / Atlético

O narrador Jorge Iggor, da ge tv, do Grupo Globo, avaliou a postura do Atlético na reta final da temporada e afirmou que o clube aprendeu com os erros dos últimos anos. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (27), o jornalista destacou a mudança de comportamento do Galo em relação ao Campeonato Brasileiro, após temporadas em que a equipe priorizou as copas e chegou a correr risco de rebaixamento.

A análise foi feita após a derrota para o Flamengo, nessa segunda-feira (26). Para Jorge Iggor, apesar do resultado negativo, o Atlético encarou a partida de acordo com as possibilidades do elenco e demonstrou que aprendeu a importância de não negligenciar a competição nacional em meio às disputas eliminatórias.

“O Atlético foi um clube muito criticado em 2024 e 2025 por abdicar do Campeonato Brasileiro muito cedo. Lembre-se que em 2024, com 10 rodadas mais ou menos, primeiro turno estava na metade, o Atlético estava fora da briga pelo título brasileiro. E muita gente criticou: caramba, o Atlético com o elenco que tem, cotado para brigar pelo título, já abandonou o Campeonato Brasileiro, virou o time das copas”, relembrou.

O narrador ressaltou que a estratégia adotada em temporadas anteriores quase custou caro ao clube mineiro. Em 2024, mesmo com as campanhas de destaque na Copa Libertadores e na Copa do Brasil, o Atlético terminou o Campeonato Brasileiro ameaçado pelo rebaixamento.

“E aí, nessa de abdicar, negligenciar o Campeonato Brasileiro, o Atlético quase pagou o preço muito alto que se chama rebaixamento. O Atlético ficou em 2024 a uma bola na trave do Atlético Paranaense de ser rebaixado para a segunda divisão, mesmo no ano em que ele foi finalista da Libertadores e finalista da Copa do Brasil”, afirmou.

Mudança de postura do Atlético em 2026

Na avaliação de Jorge Iggor, a experiência das últimas temporadas serviu de aprendizado para o Atlético em 2026. O jornalista defendeu que o time aproveite o bom momento para buscar uma posição melhor no Brasileirão, sem deixar de considerar os cuidados físicos necessários diante da sequência decisiva de partidas.

“E a gente disse aqui: o Atlético precisa aprender essa lição. Com o Campeonato Brasileiro não se brinca. Então agora, se eu pensava isso em 24, em 25 eu preciso ser coerente. Eu acho que o Atlético, com o bom momento que tem, com as peças que tem numa reta final de temporada, é hora de dar um gás mesmo”, analisou.

O narrador também destacou a importância da pausa para a Data Fifa de novembro, que poderá oferecer uma oportunidade para a recuperação de parte do elenco. Para ele, o momento exige comprometimento dos jogadores, mas sem colocar a condição física dos atletas em risco.

“É uma semana grande. É Flamengo para tentar uma manutenção no G5, é Cruzeiro em semifinal de Copa do Brasil. Então é a hora de todo mundo dar a cota de sacrifício. Claro, desde que você não seja irresponsável. Aí você vai consultar fisiologia, você vai consultar preparação física. Se o cara falar 'ó, isso aí vai estourar', você não vai ser louco de escalar”, ponderou.

Na sequência, Jorge Iggor reforçou a avaliação positiva sobre a postura atleticana nesta temporada e fez referência às críticas direcionadas à SAF e à comissão técnica do clube ao longo do ano.

“Então eu acho que é isso. Eu acho que o Atlético está dando lições em 2026 de que aprendeu a lição. A gente vem aqui dá porrada dos caras, dá pau na SAF, pau na comissão técnica, pau em todo mundo. Esse ano é isso”, declarou.

Narrador analisa estratégia do Atlético contra o Flamengo

Ao comentar especificamente a atuação diante do Flamengo, Jorge Iggor considerou que o Atlético adotou uma estratégia compatível com as circunstâncias da partida. Segundo ele, a equipe apostou em uma formação com maior presença no meio-campo e tentou aproveitar os espaços deixados pelo adversário para sair em contra-ataques.

“O Atlético encarou o jogo de ontem como tinha que encarar, no limite das possibilidades, colocando o maior número possível de titulares e armando a estratégia de sair no contra-ataque. Não tinha atacante de referência, era um time com seis caras no meio-campo e os quatro da linha de defesa, tentando suportar a pressão do Flamengo e sair em escapada”, explicou.

O gol de Bernard, conforme destacou o narrador, surgiu justamente em uma dessas jogadas de velocidade, com participação de Vitor Hugo e Preciado. Jorge Iggor também lembrou uma oportunidade em que Vitor Hugo poderia ter ampliado a vantagem atleticana, mas finalizou em cima do goleiro Rossi.

Apesar de reconhecer a estratégia adotada pelo Galo, o jornalista apontou a pressão alta do Flamengo como um dos principais problemas enfrentados pela equipe mineira durante o confronto.

“Mas o grande problema foi que o Atlético sofreu muito com a pressão alta do Flamengo”, concluiu.

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Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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